14.9 C
Campinas
quarta-feira, junho 17, 2026
spot_img

PGR pede ao STF rejeição de recurso de Bolsonaro contra condenação por trama golpista

Data:

Parecer enviado ao Supremo sustenta que defesa não apresentou fatos novos capazes de justificar a revisão da condenação do ex-presidente a 27 anos e três meses de prisão

Segundo Gonet, a decisão condenatória está fundamentada em um conjunto robusto de provas analisadas ao longo do processo Foto Marcelo Camargo/Agencia Brasil

<OUÇA A REPORTAGEM>

<Siga o canal do Jornal Local no WhatsApp>

A Procuradoria-Geral da República (PGR) manifestou-se nesta terça-feira (16) contra o pedido de revisão criminal apresentado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro para anular sua condenação a 27 anos e três meses de prisão no processo relacionado à tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

Em parecer encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF), o procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou que a ação penal já transitou pelas etapas previstas no Judiciário e que a defesa não apresentou elementos inéditos capazes de justificar a reabertura da discussão sobre a condenação.

Segundo Gonet, a decisão condenatória está fundamentada em um conjunto robusto de provas analisadas ao longo do processo. No documento, o procurador sustenta que a execução da pena foi determinada e mantida pelo Supremo após a apreciação das alegações apresentadas pelos advogados do ex-presidente.

O chefe da PGR também argumentou que não existem fundamentos jurídicos para redução da pena ou anulação da condenação. De acordo com o parecer, a defesa não demonstrou contrariedade à legislação penal, não apresentou provas novas e tampouco indicou a existência de documentos ou depoimentos falsos que comprometessem a validade da decisão judicial.

JUDICIÁRIO

O pedido de revisão criminal foi protocolado pela defesa de Bolsonaro em 8 de maio. Os advogados alegam que houve erro judiciário e questionam a competência da Primeira Turma do STF para julgar o caso. Segundo a argumentação apresentada, por se tratar de um ex-presidente da República, o julgamento deveria ter ocorrido no plenário da Corte.

A defesa também contesta a validade da delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens da Presidência, alegando que a colaboração não teria sido voluntária. Outro ponto levantado pelos advogados refere-se ao suposto acesso incompleto aos elementos de prova reunidos durante a investigação.

No mérito, a defesa sustenta que não há provas suficientes para vincular Bolsonaro aos atos de 8 de janeiro de 2023 nem à liderança de uma articulação destinada a impedir a posse do presidente eleito.

A condenação foi imposta pela Primeira Turma do STF, composta pelos ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia.

Pelas regras internas do Supremo, a revisão criminal será analisada pela Segunda Turma, formada pelos ministros André Mendonça, Nunes Marques, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Luiz Fux. O relator do caso é Nunes Marques e ainda não há previsão para o julgamento do recurso.

Bolsonaro cumpre atualmente prisão domiciliar temporária por motivos de saúde, enquanto aguarda o andamento dos processos judiciais em que é parte.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Compartilhe esse Artigo:

spot_img

Últimas Notícias

Artigos Relacionados
Relacionados

Moraes dá 24 horas para Bolsonaro explicar arma apreendida com integrante de sua segurança

Ministro do STF quer esclarecimentos sobre pistola registrada em...

Lula e Trump trocam cumprimento durante evento social do G7 na França

Presidentes do Brasil e dos Estados Unidos se encontraram...

PF aponta infiltração em órgãos públicos e uso de milícia privada para proteger família Vorcaro

Relatório da Operação Compliance Zero indica acesso ilegal a...

STF condena Eduardo Bolsonaro a mais de 4 anos de prisão por coação no curso do processo

Primeira Turma entendeu, por unanimidade, que o ex-deputado atuou...
Jornal Local
Política de Privacidade

A Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) já está em vigor no Brasil. Além de definir regras e deveres para quem usa dados pessoais, a LGPD também provê novos direitos para você, titular de dados pessoais.

O Blog Jornalocal tem o compromisso com a transparência, a privacidade e a segurança dos dados de seus clientes durante todo o processo de interação com nosso site.

Os dados cadastrais dos clientes não são divulgados para terceiros, exceto quando necessários para o processo de entrega, para cobrança ou participação em promoções solicitadas pelos clientes. Seus dados pessoais são peça fundamental para que o pedido chegue em segurança na sua casa, de acordo com o prazo de entrega estipulado.

O Blog Jornalocal usa cookies para que possamos oferecer a melhor experiência de usuário possível. As informações de cookies são armazenadas em seu navegador e executam funções como reconhecê-lo quando você retorna ao nosso site e ajudar nossa equipe a entender quais seções do site você considera mais interessantes e úteis.

Confira nossa política de privacidade: https://jornalocal.com.br/termos/#privacidade