Substâncias sem registro sanitário eram armazenadas em geladeira de sex shop clandestino no bairro Cidade Nova

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A Polícia Civil do Estado de São Paulo prendeu duas pessoas, de 41 e 51 anos, nesta segunda-feira (30), suspeitas de comercializar ilegalmente produtos para emagrecimento em um estabelecimento no bairro Cidade Nova, em Santa Bárbara d’Oeste. A investigação aponta que os itens eram vendidos sem autorização e sem registro nos órgãos de controle sanitário.
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No local, que funcionava como um sex shop sem licenças, os policiais encontraram grande quantidade de substâncias armazenadas em uma geladeira nos fundos do imóvel. Segundo os investigadores, o volume apreendido é incompatível com consumo próprio, o que reforçou a suspeita de comercialização irregular.
As apurações começaram após a prisão de um casal, na última sexta-feira, flagrado com produtos contendo tirzepatida, substância sem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária. A partir desse caso, a polícia chegou ao ponto de venda em Santa Bárbara d’Oeste.
Inicialmente, a responsável pelo estabelecimento alegou que os produtos seriam destinados ao uso pessoal dela e do companheiro, versão descartada pela polícia diante da quantidade encontrada e das condições de armazenamento.
De acordo com a Polícia Civil, os produtos apreendidos não possuem registro sanitário e são proibidos no Brasil, por não apresentarem garantias de procedência, qualidade e segurança. O material recolhido foi avaliado em cerca de R$ 300 mil.
Os dois suspeitos foram conduzidos à delegacia, onde permaneceram presos em flagrante por crime contra a saúde pública. Eles aguardam audiência de custódia.
MERCADO IRREGULAR E RISCOS À SAÚDE
A investigação evidencia a expansão de um mercado paralelo de medicamentos e substâncias para emagrecimento, muitas vezes impulsionado pela demanda crescente por tratamentos rápidos de perda de peso. Especialistas alertam que produtos sem რეგulação podem conter dosagens desconhecidas ou componentes não declarados, elevando o risco de efeitos adversos graves.
A tirzepatida, citada no caso, é uma substância ainda sem liberação ampla no Brasil, o que torna sua comercialização irregular fora dos canais autorizados. A Polícia Civil não descarta o envolvimento de outros fornecedores e informou que a investigação terá continuidade para identificar a origem dos produtos e possíveis ramificações do esquema.




