Processo sobre maus-tratos a crianças de até três anos é prorrogado por mais 60 dias em Socorro
A Prefeitura de Socorro prorrogou por mais 60 dias o processo administrativo disciplinar que apura supostas agressões praticadas por uma professora e uma auxiliar contra crianças de dois e três anos em uma creche municipal da cidade. As denúncias surgiram em novembro do ano passado, envolveram ao menos dez famílias e resultaram no afastamento imediato das servidoras, medida que também foi estendida com a prorrogação do procedimento.
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O caso veio à tona após mães relatarem mudanças bruscas no comportamento dos filhos, especialmente resistência para ir à creche, além do aparecimento de hematomas. Em alguns episódios, os machucados teriam sido atribuídos, dentro da unidade escolar, a quedas durante brincadeiras. Desconfiada da situação, uma das mães decidiu gravar áudios que mostram falas ríspidas e agressivas direcionadas às crianças, material que passou a integrar as apurações.

Os relatos das famílias seguem um padrão semelhante. As mães afirmam que as crianças passaram a apresentar medo, choro frequente e alterações de humor. Em pelo menos alguns casos, os responsáveis procuraram a escola para questionar marcas no corpo dos alunos, mas as explicações não convenceram as famílias, que decidiram formalizar as denúncias.
Três mães, que preferiram não se identificar, relataram que esperam respostas concretas após meses de investigação e cobram definição sobre a responsabilidade das profissionais envolvidas. Elas afirmam que o prolongamento do processo aumenta a angústia e a sensação de insegurança em relação ao ambiente escolar.
Em nota, a administração municipal confirmou a prorrogação do processo administrativo por mais 60 dias e informou que, até a conclusão, a professora e a auxiliar permanecerão afastadas de suas funções. O Ministério Público informou que o procedimento segue em andamento, atualmente na fase de diligências, e que não houve arquivamento.
A Secretaria de Segurança Pública do Estado também apura o caso na esfera criminal. Até agora, 11 mães já foram ouvidas e todas relataram suposta prática de maus-tratos. Fotografias das lesões nas crianças foram apresentadas e anexadas à investigação. As pessoas investigadas ainda serão chamadas para prestar depoimento e apresentar suas versões sobre os fatos.




