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PT tem 9,3 milhões de votos a mais no Sul e no Sudeste em relação a eleição de 2018

Data:

Os eleitores dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo, que formam a Região Sudeste, votaram expressivamente em Lula em comparação às eleições de 2018. Foto Ricardo Stuckert

 

 

 

A vitória de Lula (PT) no segundo turno da eleição para a presidência da República, com 60.345.999 (50,90%) dos votos válidos, contra 58.206.354 (49,10%) do perdedor Jair Bolsonaro (PL), teve uma participação expressiva dos eleitores do Sudeste e Sul, que juntos deram ao PT 9,3, milhões de votos a mais do que em 2018, quando Fernando Haddad foi o candidato petista. O Sudeste deu 7,7 milhões de votos a mais e o Sul outros 1,6 milhões.

A escolha de Geraldo Alckmin, ex-tucano histórico, para vice na chapa de Lula e a atuação conjunta dele com Haddad contribuíram para a enorme diferença entre as duas eleições. Além disso, contribuíram para a virada de Lula o receio dos eleitores de ter o salário mínimo congelado, perder as deduções de saúde e educação no imposto de renda e a violência dos bolsonaristas armados, como a deputada Carla Zambelli (PL), que saiu atirando pelas ruas de São Paulo no sábado, e o aliado e ex-deputado Roberto Jefferson (PTB), que atirou em agentes da Polícia Federal. Veja mais abaixo.

Os eleitores dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo, que formam a Região Sudeste, votaram expressivamente em Lula em comparação às eleições de 2018.

Lula teve 13 pontos percentuais a mais que Haddad no estado de São Paulo (44,76% a 32,03%); 11 pontos a mais no Rio de Janeiro (43,47% a 32,05%); 8 pontos a mais em Minas Gerais (50,19% a 41,81%) e 6 pontos a mais no Espírito Santo (40,51% a 34,78%). A soma total somente no Sudeste é de 7,7 milhões de votos a mais para o PT do que em 2018.

No Sudeste, maior colégio eleitoral do país, com cerca de 67 milhões ou 42,6% do total, Lula obteve 22,79 milhões de votos contra 22,53 milhões na região Nordeste. Em termos percentuais, o futuro presidente que toma posse em 1º de janeiro de 2023, ficou com 46% dos votos válidos na região.

 

Bolsonaro perdeu 11,4% dos votos válidos no Sudeste

Já Bolsonaro, embora tenha vencido Lula no total de votos no Sudeste com 54,1% dos votos válidos neste ano, perdeu 11,4% do seu eleitorado e ficou com menos 1,3 milhões dos votos do que obteve em 2018 quando foi eleito pela primeira vez. Se mantivesse o mesmo índice da eleição há quatro anos, quando ganhou com 65,5% da preferência do eleitorado sudestino, o atual presidente teria mais 5,4 milhões de votos.

Lula também cresceu na Região Sul com 1,6 milhões de votos a mais do que a eleição presidencial passada.

Confira os votos em Lula por regiões

  • Sudeste: + 7,7 milhões
  • Centro-Oeste: + 928 mil
  • Norte: + 655 mil
  • Nordeste: + 2,2 milhões
  • Sul: + 1,6 milhão

 

Em todo o Brasil, o PT obteve 13,8 milhões de votos a mais do que na eleição de 2018.

Já Bolsonaro perdeu votos nas regiões Sul e no Sudeste em comparação ao segundo turno de 2018. Confira

  • Sudeste: – 1,3 milhão
  • Centro-Oeste: + 168 mil
  • Norte: + 539 mil
  • Nordeste: + 1,1 milhão
  • Sul: – 144 mil

 

Povo cansou da crise econômica e violência política

A vitória de Lula (PT), neste segundo turno, além da memória do eleitorado de que o ex-presidente fez o governo mais aprovado pelo povo brasileiro, também se deve aos desvarios e à condução catastrófica  de Bolsonaro na economia do país, seus arroubos autoritários e a sua aliança política com defensores das armas, da violência, de um Estado mínimo e opressor.

Dias antes do segundo turno, o país foi surpreendido com os 50 tiros de fuzil e três granadas disparados pelo ex-deputado bolsonarista, Roberto Jefferson (PTB-RJ), contra agentes da Polícia Federal (PF) que foram à sua residência prendê-lo por descumprir as regras que deveria seguir em prisão domiciliar e ter agredido a ministra Cármen Lúcia, do STF.

A truculência também da deputada bolsonarista, Carla Zambelli (PL-SP), que perseguiu armada um homem negro, apoiador de Lula, no último sábado (29), após uma discussão política, também expôs aos olhos dos brasileiros a violência praticada pelos aliados do presidente da República.

Somam-se a isso ao vazamento de documentos para a imprensa, do ministério da Economia, em que o ministro Paulo Guedes admite querer implantar uma política econômica com a correção do salário mínimo e da aposentadoria e pensões abaixo da inflação.

Guedes também, ao contrário de Lula que quer que os ricos paguem mais tributos e quem tem renda menor de até R$ 5 mil ao mês não pague imposto de renda, queria retirar as deduções do IR dos gastos em saúde e educação, o que afetaria duramente a classe média e também os pobres que teriam de disputar essas vagas na saúde e na educação.

Com informações do G1.

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