Baseado nos tradicionais contos judaicos de Sholem Aleichem, ‘Um Violinista no Telhado’ estreou na Broadway em 1964, com música de Jerry Bock e Sheldon Harnick e uma celebrada coreografia de Jerome Robbins. Tornou-se imediatamente um clássico, sendo o primeiro musical da história do teatro americano a ficar em cartaz por mais de sete anos.
Quase meio século depois, o musical ganhou nova versão brasileira, dirigida por Charles Möeller e Cláudio Botelho a convite da produtora paulista Conteúdo Teatral. Estreou no palco do Teatro Oi Casa Grande, no Rio de Janeiro, no dia 20 de maio permanecendo até 18 de setembro de 2011. Em São Paulo, estreou no dia 16 de março, no Teatro Alfa e fechou sua temporada no domingo dia 15 de julho.
O projeto foi avaliado como a maior produção realizada pelo grupo. Além do elenco 43 atores liderado por José Mayer, o espetáculo reuniu 17 músicos regidos pelo maestro Marcelo Castro, cerca de 160 figurinos assinados por Marcelo Pies, nove trocas de cenário, a cargo de Rogério Falcão, e a recriação coreográfica original de Jerome Robbins, feita por Janice Botelho. A grandiosidade foi apenas um dos desafios encontrados ao se montar este que é considerado o ‘Rei Lear’ dos musicais. O musical foi visto por 147.123 pessoas, no primeiro projeto idealizado pela Conteúdo Teatral, que contou com a parceria da produtora carioca Aventura Entretenimento.
O Grupo Bradesco Seguros, através de seu Circuito Cultural Bradesco Seguros e a CSN (Cia Siderúrgica Nacional), que vem atuando firmemente como incentivadora de projetos culturais, esportivos e educacionais foram os principais patrocinadores do espetáculo, que atingiu enorme sucesso de público e crítica.
SOBRE “UM VIOLINISTA NO TELHADO”
‘É muito interessante abordar o universo dos judeus bem antes do nazismo, quando já era um povo expatriado. O que os mantém juntos é a tradição. Eles poderiam ter desaparecido, mas não aconteceu por causa, fundamentalmente, de um amor maior à família, à tradição e aos rituais, analisa Charles Möeller.
Assim como em todos os últimos espetáculos de Möeller e Botelho, o elenco foi escolhido por testes, em concorridas audições cuja variedade de papeis – e inscritos – chamava a atenção. ‘É com certeza o nosso maior e mais variado elenco. Ele vai, literalmente dos 8 aos 80 anos’, conta Möeller.




