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quinta-feira, fevereiro 26, 2026
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Presidente do Porto de Santos é citado em investigação da PF por suposto repasse de R$ 250 mil ligado ao INSS

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Operação no STF apura descontos indevidos de aposentados e possível pagamento destinado a ex-presidente do instituto

Procurado, Pomini afirmou que recebeu os recursos por serviços jurídicos prestados ao Partido Socialista Brasileiro e negou ter feito qualquer repasse ao ex-presidente do INSS Foto Divulgação

O presidente da Autoridade Portuária de Santos, Anderson Pomini, é apontado pela Polícia Federal como destinatário de um cheque de R$ 250 mil que, segundo relatório da investigação, teria como beneficiário final o ex-presidente do Instituto Nacional do Seguro Social Alessandro Stefanutto. A apuração integra a Operação Sem Desconto, que tramita no Supremo Tribunal Federal e investiga descontos indevidos aplicados a aposentados.

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Advogado, Pomini foi indicado ao comando do porto em 2023 pelo então ministro de Portos e Aeroportos, Márcio França, a quem é politicamente ligado. Em novembro, ele foi alvo de mandado de busca e apreensão no âmbito da operação. Segundo a Polícia Federal, o pagamento ocorreu em outubro de 2022 por meio de um cheque nominal emitido pela empresa To Hire Cars. No documento que embasou a ofensiva policial, os investigadores afirmam que o valor seria destinado ao codinome “Italiano”, atribuído a Stefanutto.

Procurado, Pomini afirmou que recebeu os recursos por serviços jurídicos prestados ao Partido Socialista Brasileiro e negou ter feito qualquer repasse ao ex-presidente do INSS. O pagamento, contudo, não consta na prestação de contas do partido referente a 2022, período em que o advogado representou a legenda em processo no Supremo.

Presidente da Conafer e Cícero citam os R$ 250 mil mensais ao “Italiano” e a lista dos “notáveis”
Imagem: Reprodução… – Veja mais em https://noticias.uol.com.br/colunas/natalia-portinari/2026/02/26/presidente-do-porto-de-santos-recebeu-cheque-de-propina-do-inss-aponta-pf.htm?cmpid=copiaecola

Imagem reprodução

O então presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, declarou que a legenda não autorizou qualquer remuneração pelo serviço e que a atuação teria ocorrido de forma gratuita, prática comum em ações desse tipo. Ele afirmou não ter autorizado pagamento ou recebimento em nome do partido.

As investigações também mencionam declarações atribuídas ao presidente da Conafer, Carlos Roberto Ferreira Lopes, indicando articulações para a composição da cúpula do INSS no início do atual governo, com referência à necessidade de recursos para contemplar cargos estratégicos. A Polícia Federal apura se houve contrapartida financeira vinculada a nomeações.

O caso segue sob análise no STF, que conduz os desdobramentos da operação. Até o momento, não há decisão judicial definitiva sobre as suspeitas levantadas no inquérito.

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