Presidente visita Espanha, Alemanha e Portugal entre os dias 16 e 21 de abril com agenda diplomática, econômica e foco na ONU

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva embarca na próxima quinta-feira (16) para uma viagem oficial à Europa que inclui Espanha, Alemanha e Portugal. O principal objetivo é ampliar o apoio internacional à candidatura da ex-presidente chilena Michelle Bachelet ao cargo de secretária-geral da Organização das Nações Unidas, além de avançar em acordos comerciais e cooperação internacional. A comitiva contará com 15 ministros e dirigentes de instituições estratégicas do governo federal.
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A agenda começa em Barcelona, na Espanha, onde Lula participa da 1ª Cúpula Brasil-Espanha no Palácio de Pedralbes, a convite do primeiro-ministro Pedro Sánchez. O encontro prevê assinatura de acordos em áreas como tecnologia, saúde, telecomunicações e igualdade de gênero, além de discussões sobre multilateralismo e combate à desinformação. Nos bastidores diplomáticos, a sucessão na ONU aparece como tema central, com articulação direta para fortalecer o nome de Bachelet.
Diplomacia, negócios e interesses estratégicos
Na etapa seguinte, Lula segue para a Alemanha, onde participa da Hannover Messe 2026, considerada a maior feira de inovação industrial do mundo. O presidente terá reunião com o chanceler Friedrich Merz e encontros com empresários. A expectativa do Ministério das Relações Exteriores é a assinatura de cerca de dez acordos envolvendo áreas estratégicas como inteligência artificial, energia, bioeconomia e infraestrutura — setores com forte interesse econômico e potencial de investimento estrangeiro no Brasil.
A viagem se encerra em Portugal, onde Lula se reúne com o primeiro-ministro Luís Montenegro e com o presidente António José Seguro. O encontro ocorre em meio ao fortalecimento das relações bilaterais e à tentativa do governo brasileiro de ampliar alianças políticas na Europa.
Nos bastidores, diplomatas avaliam que a presença de uma comitiva robusta sinaliza não apenas agenda institucional, mas também interesses econômicos e políticos. A articulação internacional em torno da ONU, somada aos acordos comerciais, indica uma estratégia do governo brasileiro de reposicionamento global, após anos de isolamento diplomático.




