Nova presidente do INSS assume com missão de reduzir fila após escândalo de fraudes

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Servidora de carreira, Ana Cristina Viana Silveira substitui Gilberto Waller em meio a pressão por eficiência e transparência no órgão

Servidora de carreira, ela assume a presidência do órgão com a missão estratégica de acelerar a análise de benefícios e simplificar os processos internos do Instituto”, informa o ministério em nota. Foto MPS/Divulgação

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O Ministério da Previdência Social anunciou nesta segunda-feira (13) a troca no comando do Instituto Nacional do Seguro Social. A servidora Ana Cristina Viana Silveira assume a presidência no lugar de Gilberto Waller, que esteve à frente do órgão nos últimos 11 meses. A mudança ocorre em um contexto de pressão por melhoria no atendimento e redução da fila de benefícios.

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Segundo o ministério, a nova presidente terá como missão estratégica acelerar a análise de pedidos e simplificar processos internos. Graduada em direito e integrante do INSS desde 2003, Ana Cristina ocupava o cargo de secretária executiva adjunta da pasta e já presidiu o Conselho de Recursos da Previdência Social, onde, de acordo com o governo, dobrou a capacidade de análise de recursos entre 2023 e 2026.

Troca ocorre após crise e investigação federal

A substituição no comando do INSS ocorre após uma sequência de mudanças na direção do órgão, iniciadas com a saída de Alessandro Stefanutto, demitido após a Polícia Federal deflagrar a operação “Sem Desconto”. A investigação revelou um esquema de fraudes entre 2019 e 2024, com descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas ligados a entidades e organizações sociais.

O ministro da Previdência, Wolney Queiroz, afirmou que a escolha de Ana Cristina representa um “novo momento” para o instituto. “Ela tem o perfil ideal para cumprir a determinação do presidente de solucionar a fila e não deixar nenhum brasileiro para trás”, declarou em nota oficial.

Nos bastidores, a nomeação de uma servidora de carreira é interpretada como tentativa de recompor a credibilidade interna do INSS, após denúncias que expuseram fragilidades nos mecanismos de controle. A estratégia também reforça uma diretriz do governo de priorizar quadros técnicos na gestão de áreas sensíveis, especialmente diante do impacto social e político da fila de benefícios previdenciários no país.

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