Kassab reage à desistência de Ratinho Jr. e expõe disputa interna no PSD pelo Planalto

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Saída de Ratinho Jr. da disputa presidencial força rearranjo no PSD e intensifica articulações de Kassab por uma candidatura competitiva ao Planalto em meio à polarização política

A movimentação do PSD também é interpretada por analistas como instrumento de pressão nas negociações eleitorais de 2026, podendo servir como moeda de troca em alianças futuras, tanto no plano federal quanto nos estados. Foto Divulgação PSD

O presidente nacional do Gilberto Kassab afirmou nesta semana que o PSD manterá candidatura própria à Presidência da República, mesmo após o governador do Paraná, Ratinho Júnior, desistir da corrida eleitoral. A declaração foi feita em rede social nesta segunda-feira (24), em meio à pressão interna para definição do nome até o fim de março.

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Na publicação, Kassab elogiou a gestão de Ratinho Jr. e classificou o governo como “o melhor da história do Paraná”, destacando avanços em educação, segurança e infraestrutura. Nos bastidores, porém, a saída do governador da disputa expõe uma reorganização estratégica dentro do partido e acirra a disputa entre outros dois nomes: Eduardo Leite (PSDB) e Ronaldo Caiado (União Brasil), ambos cortejados pela sigla.

Disputa por espaço e interesses cruzados

A fala de Kassab reforça o discurso da chamada “terceira via”, ao afirmar que o partido buscará uma alternativa à polarização nacional. No entanto, a movimentação ocorre em um cenário de forte articulação política envolvendo alianças regionais e interesses econômicos. Kassab, que também ocupa cargo estratégico no governo paulista, mantém trânsito entre diferentes espectros políticos, o que amplia o peso do PSD nas negociações nacionais.

A possível filiação ou apoio a nomes como Eduardo Leite e Ronaldo Caiado indica que o partido pode priorizar viabilidade eleitoral em detrimento de candidatura própria “pura”, abrindo margem para composições que atendam interesses de setores empresariais e do agronegócio — bases influentes nas gestões dos dois governadores.

Fontes ouvidas sob reserva apontam que a desistência de Ratinho Jr. pode ter sido influenciada por cálculos políticos e pela dificuldade de consolidar apoio nacional fora do Sul. Além disso, há avaliação interna de que sua candidatura poderia fragmentar ainda mais o campo de centro-direita, beneficiando adversários já consolidados.

Publicamente, Kassab reafirmou o compromisso do partido com candidatura própria e disse que a definição ocorrerá até o fim de março. “O PSD se mantém firme em sua decisão de apresentar aos brasileiros uma candidatura que será a melhor via”, escreveu.

A movimentação do PSD também é interpretada por analistas como instrumento de pressão nas negociações eleitorais de 2026, podendo servir como moeda de troca em alianças futuras, tanto no plano federal quanto nos estados.

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