Pré-candidato à Presidência relembra episódio de 2016 após reação durante podcast; senador também trava disputa judicial contra rede social por críticas

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O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro voltou a apresentar sinais de mal-estar durante uma entrevista nesta semana, ao ser questionado sobre o caso das “rachadinhas” envolvendo seu antigo gabinete na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. O episódio ocorreu durante participação no podcast Inteligência Ltda., na segunda-feira (6), e remeteu a uma situação semelhante registrada em 2016, quando quase desmaiou em um debate eleitoral.
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Durante a entrevista, o apresentador leu perguntas de internautas relacionadas ao ex-assessor Fabrício Queiroz e às investigações sobre o esquema de devolução de salários. Ao responder, o senador demonstrou desconforto, com sinais de nervosismo e sudorese, interrompendo momentaneamente a fala.
Paralelamente ao episódio, Flávio Bolsonaro move uma ação judicial contra a plataforma X, solicitando a identificação de usuários que publicaram críticas a seu respeito. O processo tramita na Justiça do Rio de Janeiro e pede o fornecimento de dados como CPF, e-mail e telefone de perfis apontados pela defesa como responsáveis por conteúdos considerados ofensivos.
Na ação, o senador argumenta que tem sido alvo de uma “campanha difamatória” e sustenta que o anonimato nas redes sociais estaria sendo utilizado para a prática de crimes. A defesa afirma que a medida busca responsabilizar autores de publicações que, segundo o parlamentar, ultrapassariam os limites da crítica política.
A plataforma X, por sua vez, contestou o pedido e alegou que a quebra de sigilo de usuários deve ser tratada como medida excepcional, condicionada à comprovação de ilegalidade. A empresa também argumenta que agentes públicos estão sujeitos a maior escrutínio e que manifestações críticas fazem parte do debate público.
O processo segue em tramitação e ainda não há decisão definitiva sobre o fornecimento dos dados solicitados. Enquanto isso, o episódio envolvendo a entrevista reacende discussões sobre a exposição de figuras públicas, os limites da crítica nas redes sociais e o uso do Judiciário em disputas envolvendo liberdade de expressão.




