Delegado da PF envolvido em furto em shopping já arquivou investigação contra Flávio Bolsonaro

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Episódio em Recife reacende questionamentos sobre atuação de Erick Blatt em apurações sensíveis da Polícia Federal

Câmeras de segurança furtando um produto de alto valor em um supermercado no Shopping RioMar Recife. Foto rerprodução

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O delegado da Polícia Federal Erick Ferreira Blatt foi flagrado por câmeras de segurança furtando um produto de alto valor em um supermercado no Shopping RioMar Recife. O caso ganhou repercussão por envolver o mesmo delegado que, em 2020, concluiu pela inexistência de irregularidades em investigação contra Flávio Bolsonaro relacionada à ocultação de patrimônio e suspeitas de lavagem de dinheiro.

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Segundo registros do estabelecimento, o delegado foi abordado por seguranças após ser identificado com um vidro de carpaccio de trufa — item considerado de luxo — no bolso. Ele foi conduzido à delegacia, autuado e posteriormente liberado. Não há, até o momento, detalhamento público sobre eventuais desdobramentos administrativos ou disciplinares no âmbito da corporação.

Atuação em caso sensível
À frente de investigação eleitoral envolvendo Flávio Bolsonaro, Blatt concluiu que não havia indícios de falsidade ideológica nem de lavagem de dinheiro, apontando compatibilidade entre renda e patrimônio declarado. O caso tramitava paralelamente a outras apurações, incluindo o esquema conhecido como “rachadinhas”, conduzido por diferentes órgãos.

O inquérito sobre esse último tema acabou suspenso em 2021 por decisão do Superior Tribunal de Justiça, por meio do ministro João Otávio Noronha.

Conexões políticas e histórico
O nome de Blatt também aparece em episódios de tensão institucional durante a saída de Sergio Moro do Ministério da Justiça, em 2020. À época, Moro acusou o então presidente Jair Bolsonaro de interferência política na Polícia Federal — contexto em que mudanças na corporação estavam em debate.

Além disso, quando presidia a Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal, Blatt foi alvo de questionamentos internos sobre contratação de empresa ligada a pessoa próxima, em possível desacordo com normas da entidade.

Possíveis implicações e apuração
O episódio em Recife levanta questionamentos sobre a conduta funcional do delegado e pode motivar apurações administrativas. Especialistas ouvidos por veículos jurídicos apontam que, embora o caso do furto seja de natureza distinta das investigações conduzidas por Blatt, situações envolvendo agentes públicos podem impactar a credibilidade institucional, especialmente quando há histórico de atuação em casos politicamente sensíveis.

Até o momento, não há manifestação pública de Flávio Bolsonaro sobre o episódio envolvendo o delegado, nem indicação de reabertura de investigações anteriores relacionadas ao parlamentar.

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