Empresário investigado por participação em atos antidemocráticos no Brasil está detido na Flórida e pode ser deportado

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O empresário Esdras Jonatas dos Santos, investigado por participação em atos antidemocráticos em 2023, foi preso pelo serviço de imigração dos Estados Unidos e está detido no Centro de Detenção do Condado de Glades. Considerado foragido pela Justiça brasileira, ele possui mandado de prisão em aberto em Belo Horizonte.
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A detenção foi realizada pelo ICE, órgão responsável pela fiscalização migratória. A informação foi confirmada por registros oficiais e divulgada pelo advogado Mariel Marra, que afirma atuar desde 2023 para localizar o investigado e viabilizar sua extradição ao Brasil.
Mandados e investigações no Brasil
Contra Esdras há mandados de prisão expedidos pela Justiça de Minas Gerais, incluindo acusações de incitação à violência contra jornalistas durante manifestações em frente a instalações militares. Ele também é investigado no inquérito dos atos antidemocráticos conduzido pelo Supremo Tribunal Federal.
À época, o ministro Alexandre de Moraes determinou medidas como bloqueio de contas bancárias e cancelamento de passaporte. Mesmo assim, o empresário deixou o país dias após os episódios de janeiro de 2023, com destino aos Estados Unidos.
Fuga e permanência no exterior
Segundo apurações, Esdras Jonatas dos Santos embarcou para o exterior em 10 de janeiro de 2023, passando pelo Panamá antes de chegar à Flórida. Informações reunidas por investigadores indicam que ele teria se estabelecido em Fort Lauderdale, onde vivia em imóvel de alto padrão.
Nas redes sociais, porém, o investigado divulgava vídeos alegando perseguição política e dificuldades financeiras, afirmando estar em situação precária. Em uma das gravações, ele negou participação nos atos e pediu ajuda, mencionando bloqueios judiciais de seus bens.
Próximos passos e cooperação internacional
O advogado Mariel Marra informou que pretende comunicar formalmente as autoridades americanas sobre os mandados de prisão ativos no Brasil, o que pode acelerar um eventual processo de deportação.
Especialistas em direito internacional apontam que, nesses casos, a cooperação entre os dois países é determinante para definir se o investigado será deportado por questões migratórias ou extraditado para responder às acusações.
Até o momento, não há manifestação oficial da defesa de Esdras Jonatas dos Santos sobre a prisão nos Estados Unidos.




