Operação deflagrada nesta segunda-feira (1º) mira desvio de dinheiro público em acordos com ONG de sócia da empresa responsável pelo longa Dark Horse

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A Polícia Civil de São Paulo deflagrou, nesta segunda-feira (1º), uma operação para investigar graves suspeitas de fraude e desvio de dinheiro público em contratos e termos aditivos firmados entre a Prefeitura de São Paulo e uma Organização Não Governamental (ONG). A entidade pertence a uma das sócias da empresa responsável pela produção de Dark Horse, a cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), segundo informações do jornal O Estado de S. Paulo.
A apuração busca esclarecer se recursos do erário municipal foram criminosamente drenados para abastecer o entorno empresarial da obra audiovisual ligada à extrema-direita.
A operação policial ocorre em um momento de forte avanço nas investigações sobre os repasses e contratos mantidos pela administração municipal paulistana com organizações da sociedade civil. O foco central dos agentes está na legalidade dos acordos e aditivos assinados pela prefeitura, buscando rastrear o caminho dos repasses e identificar se a estrutura da ONG foi utilizada como linha de transmissão para a triangulação de capitais privados e políticos.
A conexão entre a administração pública e a produtora do longa-metragem aprofunda a crise em torno do projeto cinematográfico, que já é alvo de pedidos de cooperação internacional via Interpol por suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
Os investigadores da Polícia Civil miram agora o desvio de valores que deveriam ser aplicados em serviços públicos para a população e que podem ter acabado financiando a propaganda ideológica da burguesia aliada ao clã Bolsonaro.
“Essas fraudes contratuais sistemáticas com o terceiro setor demonstram como o patrimônio público é frequentemente capturado para atender a interesses privados e partidários, lesando diretamente a classe trabalhadora que depende dos serviços da capital”, avaliou um especialista em administração pública ouvido pela reportagem.
Os mandados de busca e apreensão da operação buscam recolher contratos, registros contábeis e computadores para mapear a extensão do rombo financeiro e identificar todos os beneficiários do esquema.</OUÇA>




