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segunda-feira, junho 1, 2026
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Setor financeiro se alarma com decisão dos EUA de classificar PCC e CV como terroristas

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Bancos e governo Lula avaliam blindagem econômica contra sanções amplas de Washington; medida de Marco Rubio põe Flávio Bolsonaro (PL-RJ) sob fogo cruzado

Executivos do setor destacam que a punição sob as leis antiterrorismo dos EUA é infinitamente mais severa do que os bloqueios administrativos anteriores baseados na Lei Magnitsky, criando uma insegurança jurídica que ameaça a inserção internacional do Brasil. Foto Agencia Brasil

<OUÇA A REPORTAGEM>

A decisão do governo dos Estados Unidos de classificar as facções criminosas brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas acendeu o sinal de alerta máximo no mercado financeiro nacional. Segundo reportagem do jornal Valor Econômico, grandes bancos brasileiros já não descartam fechar uma frente ampla com o governo federal para tentar reverter a medida junto a Washington, caso ela comece a asfixiar os fluxos de capital internacional e a sabotar a economia do país.

A medida, imposta pelo secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, é vista por analistas como uma investida geopolítica agressiva que deforma o combate ao crime para impor sanções econômicas unilaterais de caráter imperialista.

A principal apreensão da burguesia financeira reside na deliberada falta de clareza do Departamento de Estado dos EUA sobre o alcance jurídico da medida. Sem uma lista nominal e oficial de indivíduos vinculados às facções, a sanção adquire um caráter excessivamente genérico e perigoso, capaz de paralisar transações comerciais legítimas e investimentos estrangeiros sob o pretexto de “combate ao terror”.

Executivos do setor destacam que a punição sob as leis antiterrorismo dos EUA é infinitamente mais severa do que os bloqueios administrativos anteriores baseados na Lei Magnitsky, criando uma insegurança jurídica que ameaça a inserção internacional do Brasil.

O episódio detonou uma nova crise diplomática e colocou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no centro de um furacão político. O parlamentar, que recentemente cumpriu agendas em solo norte-americano articulando com a extrema-direita trumpista, é acusado por opositores de atuar como linha de frente de interesses estrangeiros para sabotar a imagem das instituições nacionais.

Em Brasília, a leitura de integrantes do governo é de que o tiro de Washington saiu pela culatra. A ameaça ao sistema produtivo brasileiro e ao emprego da classe trabalhadora tende a aglutinar setores do empresariado ao redor do presidente Lula (PT), fortalecendo o discurso histórico de defesa intransigente da soberania nacional contra as pressões e chantagens econômicas do capital estrangeiro.

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