Operação Mens Occulta cumpre 25 mandados de prisão e 49 de busca e apreensão em Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Espírito Santo; grupo é investigado por lavagem de dinheiro e aquisição de bens de luxo

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A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (2), a Operação Mens Occulta para desarticular uma organização criminosa investigada por atuação no tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro. O grupo teria como base de operações a cidade de Uberlândia, em Minas Gerais, e é suspeito de movimentar cerca de R$ 70 milhões sem origem financeira comprovada ao longo dos últimos cinco anos.
De acordo com a investigação, os recursos teriam sido obtidos principalmente por meio do tráfico de cocaína. Durante o período de apuração, a Polícia Federal apreendeu aproximadamente 2,9 toneladas da droga que, segundo os investigadores, saíam da região de Corumbá, em Mato Grosso do Sul, importante corredor do tráfico internacional na fronteira brasileira.
A ofensiva mobiliza cerca de 230 policiais federais para o cumprimento de 25 mandados de prisão preventiva e 49 mandados de busca e apreensão. As ordens judiciais foram expedidas pela Justiça Federal da Subseção Judiciária de Uberlândia, vinculada ao Tribunal Regional Federal da 6ª Região.
As diligências ocorrem simultaneamente nos municípios de Uberlândia, Uberaba, Ituiutaba, Araguari, Centralina, Araporã e Belo Horizonte, em Minas Gerais, além de Cariacica, no Espírito Santo, e Campo Grande e Corumbá, em Mato Grosso do Sul.
Segundo a Polícia Federal, a organização criminosa utilizava empresas de fachada para ocultar a origem dos recursos obtidos com atividades ilícitas. Os investigadores identificaram a aquisição de diversos bens de alto valor, entre eles ranchos, apartamentos, embarcações, veículos de luxo e cavalos de raça, que teriam sido comprados para dissimular a movimentação financeira do grupo.
As análises foram realizadas com apoio de relatórios de inteligência financeira, que apontaram movimentações incompatíveis com a capacidade econômica declarada pelos investigados. A suspeita é de que a estrutura criminosa operasse um sofisticado esquema de lavagem de dinheiro para reinserir no mercado formal os lucros obtidos com o tráfico de drogas.
A operação segue em andamento e a Polícia Federal informou que o material apreendido será analisado para aprofundar as investigações, identificar outros envolvidos e rastrear eventuais ramificações da organização criminosa em outros estados.
Os investigados poderão responder por crimes de tráfico internacional de drogas, organização criminosa e lavagem de dinheiro. As penas somadas podem ultrapassar 30 anos de prisão, caso haja condenação pela Justiça.




