Investigação da Operação “Barco Furado” apura denúncias de venda de embarcações e serviços de manutenção pagos e não entregues; prejuízos relatados ultrapassam centenas de milhares de reais
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A Polícia Civil realizou nesta quarta-feira (15) a Operação “Barco Furado” para investigar uma suspeita de esquema de estelionato envolvendo uma loja de embarcações e equipamentos náuticos em Limeira. Durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão, o proprietário do estabelecimento foi preso em flagrante por posse ilegal de arma de fogo.
Segundo a investigação, a empresa teria vendido veículos aquáticos e oferecido serviços de manutenção, recebido os valores dos clientes, mas não teria entregue os produtos nem executado os serviços contratados. Até o momento, a polícia identificou pelo menos sete boletins de ocorrência registrados contra a loja e três ações judiciais de cobrança.
Os investigadores estimam que os prejuízos relatados pelas vítimas ultrapassem centenas de milhares de reais. A Polícia Civil informou que o número de possíveis vítimas pode aumentar após a divulgação da operação.
Durante a ação, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão. Em um dos endereços, os policiais encontraram um revólver calibre .38 sem registro em posse do proprietário da loja, que foi autuado em flagrante.
Na sede da empresa, os agentes apreenderam 15 embarcações, entre lanchas, barcos de alumínio e um jet-ski, além de oito motores de popa de diferentes marcas e potências. A origem dos equipamentos será analisada durante a investigação.
Também foram recolhidos R$ 6.540 em dinheiro, oito folhas de cheque, cartões bancários e o celular do investigado. O material será submetido à perícia para análise do fluxo financeiro e de possíveis movimentações relacionadas aos contratos investigados.
A arma apreendida passará por exame de balística. A Polícia Civil informou que o inquérito continua em andamento para identificar outras pessoas envolvidas e esclarecer a extensão dos prejuízos.
A loja permanece em funcionamento, enquanto os casos são apurados como suspeita de estelionato. A defesa do proprietário não havia se manifestado até a publicação da reportagem.




