Lula se reúne com Bernie Sanders em Nova York antes de discurso na ONU

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Sanders é conhecido nos Estados Unidos por defender a ampliação do acesso à saúde e a redução dos custos dos serviços médicos para a população. Foto Ricardo Stuckert/PR

Presidente brasileiro e senador americano discutiram multilateralismo, democracia, desigualdade, inteligência artificial e políticas públicas de saúde

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reuniu nesta segunda-feira (21), em Nova York, com o senador americano Bernie Sanders, de Vermont, durante a Semana de Alto Nível das Nações Unidas. O encontro ocorreu um dia antes do discurso de Lula na abertura do Debate Geral da 81ª Assembleia Geral da ONU.

Após a reunião, Lula afirmou nas redes sociais que os dois discutiram temas políticos, sociais e geopolíticos, incluindo a defesa do multilateralismo, da paz e da democracia.

Segundo o presidente brasileiro, também houve críticas ao aumento dos gastos militares em um cenário internacional marcado por conflitos, desigualdade e mudanças nas condições de trabalho.

“Dialogamos sobre temas globais, como a defesa do multilateralismo, da paz e da democracia”, escreveu Lula.

Inteligência artificial e extremismo

Outro assunto tratado, segundo o presidente, foi o avanço do extremismo político e os impactos do desenvolvimento acelerado da inteligência artificial. Lula afirmou que os dois defenderam a criação de mecanismos internacionais de governança para a tecnologia.

A discussão envolve temas como mercado de trabalho, circulação de informações, proteção de dados e impactos da inteligência artificial sobre instituições democráticas. A regulamentação da tecnologia está entre os assuntos que vêm sendo discutidos por governos e organismos internacionais.

Lula também afirmou que ele e Sanders defenderam uma maior participação de jovens e mulheres nos espaços de decisão política.

Sanders demonstra interesse pelo SUS

Durante a conversa, Lula apresentou ao senador americano algumas políticas públicas de seu governo, especialmente na área da saúde. De acordo com o presidente brasileiro, Sanders demonstrou interesse em conhecer a experiência do Sistema Único de Saúde (SUS).

“Comentei com ele o contexto eleitoral no Brasil e apresentei algumas das políticas públicas de inclusão implementadas no atual mandato, em especial na área de saúde. O senador Sanders manifestou interesse em conhecer a experiência brasileira com o Sistema Único de Saúde”, afirmou Lula.

Sanders é conhecido nos Estados Unidos por defender a ampliação do acesso à saúde e a redução dos custos dos serviços médicos para a população. O sistema americano possui estrutura diferente do modelo brasileiro, que oferece atendimento universal por meio do SUS.

Segundo relatos sobre o encontro, o senador também teria demonstrado interesse em convidar Lula para falar nos Estados Unidos sobre a experiência brasileira na área de saúde.

Conversa sobre os cenários políticos

Sanders apresentou a Lula sua avaliação sobre a situação política e econômica dos Estados Unidos e sobre as eleições legislativas de meio de mandato previstas no país.

Lula, por sua vez, falou sobre o cenário político brasileiro e sobre políticas de inclusão implementadas durante seu atual mandato.

O encontro ocorreu em meio à preparação para a abertura da Assembleia Geral da ONU, que tradicionalmente tem o Brasil como primeiro país a discursar no Debate Geral.

Agenda de Lula em Nova York

Além de Sanders, Lula teve reuniões com outros líderes durante sua passagem por Nova York. Na segunda-feira (21), também se encontrou com o presidente do Uruguai, Yamandú Orsi, e com o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani.

Nesta terça-feira (22), Lula fará o discurso brasileiro de abertura da 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas.

Entre os temas previstos para o pronunciamento estão o multilateralismo, a defesa da paz, o respeito ao direito internacional, a reforma do Conselho de Segurança da ONU e os principais conflitos internacionais.

A reunião com Sanders antecipou parte da agenda internacional que deve aparecer nos debates desta edição da Assembleia Geral, incluindo desigualdade, democracia, conflitos, inteligência artificial e participação política.

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