Levantamento parcial mostra R$ 1.237.295 em despesas declaradas com publicidade eleitoral; Jonas Donizette concentra R$ 413 mil; Delegada Terezinha de Carvalho aparece sem despesa registrada até o momento, embora tenham sido identificados materiais da campanha nas ruas
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Vereadores de Campinas que disputam vagas de deputado estadual e federal já declararam R$ 1.237.295,00 em despesas com windbanners durante a campanha eleitoral de 2026, segundo levantamento parcial realizado pelo Jornal Local a partir dos dados disponíveis na prestação de contas eleitoral. O valor não representa o gasto final das candidaturas e poderá aumentar ou ser alterado com novos lançamentos, atualizações e eventuais retificações das contas.
O maior valor entre os candidatos relacionados é o de Marcelo Silva (PP), com R$ 153.500,00 mil declarados em despesas com windbanners. Na sequência aparecem Guida Calixto (PT), com R$ 116.950; Pedro Tourinho (PT), com R$ 107.450; Carlos Sampaio (PSD), com R$ 109.310; e Fernanda Souto (PSOL), com R$ 95.200.
Também aparecem na prestação de contas João Galassi (Republicanos), com R$ 59.137; Rafa Zimbaldi (União Brasil), R$ 55.034; Mariana Conti (PSOL), R$ 32.800; Luiz Henrique Cirilo (Podemos), R$ 29.370; Nelson Hossri (PSD), R$ 25.109; Débora Palermo (PL), R$ 24 mil; Ailton da Farmácia (PSB), R$ 4.750; Edilene Santos (PSOL), R$ 5.685; e Gustavo Petta (PCdoB), R$ 6 mil.
Os R$ 1,23 milhão não representam o custo total dos windbanners para as campanhas. O levantamento considera os valores declarados e identificados até o momento, sem incluir eventuais despesas adicionais de instalação, retirada, transporte, armazenamento, reposição de materiais e mão de obra.
No caso de Terezinha de Carvalho (Republicanos), o levantamento apresenta uma situação diferente. A candidatura aparece na relação dos vereadores-candidatos, mas não há valor de despesa com windbanner informado até o momento na prestação de contas consultada pelo Jornal Local. Ao mesmo tempo, foram identificados materiais de campanha em formato de windbanner vinculados à candidata. A diferença entre o material observado e o que consta na declaração precisa ser esclarecida pela campanha e não permite, isoladamente, concluir pela existência de irregularidade.
A prestação de contas eleitoral é parcial e está sujeita a atualizações. Por isso, a ausência de uma determinada despesa no momento da consulta não significa necessariamente que ela não será posteriormente declarada. O gasto também pode estar registrado sob outra classificação contábil ou ainda não ter sido lançado no sistema.
O volume de recursos destinados aos windbanners chama atenção também pelo impacto da propaganda eleitoral no espaço urbano. Durante a campanha, as estruturas são utilizadas em pontos de grande circulação de veículos e pedestres, podendo ocupar áreas próximas a calçadas, canteiros e vias. A instalação, entretanto, precisa ser analisada de acordo com o local e com as regras eleitorais e municipais aplicáveis, já que a simples presença do material não caracteriza, por si só, uma irregularidade.
O levantamento mostra ainda uma diferença expressiva entre os gastos declarados pelos candidatos. A comparação permite identificar como cada campanha está distribuindo seus recursos entre diferentes formas de propaganda, mas não permite, isoladamente, avaliar a regularidade ou a efetividade das despesas.
O Jornal Local continuará acompanhando as atualizações das prestações de contas. Os números apresentados nesta reportagem representam exclusivamente a fotografia disponível no momento da apuração e poderão sofrer alterações até a entrega das contas finais à Justiça Eleitoral.
| Nº | Candidato | Partido | Valor declarado |
|---|---|---|---|
| 1 | Carlos Sampaio | PSD | R$ 109.310,00 |
| 2 | Guida Calixto | PT | R$ 116.950,00 |
| 3 | Pedro Tourinho | PT | R$ 107.450,00 |
| 4 | Jonas Donizette | PSB | R$ 60.000,00 |
| 5 | João Galassi | Republicanos | R$ 59.137,00 |
| 6 | Mariana Conti | PSOL | R$ 32.800,00 |
| 7 | Gustavo Petta | PCdoB | R$ 6.000,00 |
| 8 | Rafa Zimbaldi | União Brasil | R$ 55.034,00 |
| 9 | Fernanda Souto | PSOL | R$ 95.200,00 |
| 10 | Débora Palermo | PL | R$ 24.000,00 |
| 11 | Marcelo Silva | PSD | R$ 153.500,00 |
| 12 | Edilene Santos | PSOL | R$ 5.685,00 |
| 13 | Nelson Hossri | PSD | R$ 25.109,00 |
| 14 | Luiz Henrique Cirilo | Podemos | R$ 29.370,00 |
| 15 | Terezinha de Carvalho | Republicanos | Não consta valor |
| 16 | Ailton da Farmácia | PSB | R$ 4.750,00 |
| TOTAL | R$ 1.237.295,00 |
Dinheiro público na campanha
Os candidatos também já declararam R$ 589.048,00 em gastos com Facebook e outras plataformas de redes sociais, segundo o levantamento parcial. Em outra frente de publicidade, os gastos com material impresso, incluindo santinhos e outros materiais eleitorais, chegaram a R$ 808.096,00.
Os valores fazem parte da movimentação financeira declarada pelas campanhas e ainda não representam o custo final das eleições. A prestação de contas permanece em atualização e pode receber novos lançamentos ou sofrer retificações.
No caso do material impresso, o levantamento chama atenção para o volume de recursos destinado a peças de propaganda que têm circulação limitada no período eleitoral e que, depois da eleição, perdem sua finalidade. O mesmo ocorre com estruturas físicas de campanha que precisam ser retiradas das ruas.



