Infelizmente, choramos os mortos da TAM sem ainda desinchar os olhos pelos mortos da GOL e perplexos pelo descaso com o usuário da malha aérea. Quem perde mais? O governo se preocupa com a imagem e seus índices na pesquisa, os deputados da CPI do Apagão pediram para a GOL trocar as barrinhas, as pessoas estão desesperadas para viajar a trabalho, fechar negócios, para resolver problemas de saúde ou de férias, afinal todos têm direito ao descanso e a realizar sonhos!
O Brasil perdeu a grande chance de ser o destino de férias dos estrangeiros, injetar dólares e euros na economia. Que adianta ter o Cristo Redentor, que é uma das sete maravilhas do mundo moderno, se as balas perdidas assustam o Rio e a falta de avião afasta até o aposentado que tem o direito de viajar com incentivo? É um momento para refletir e identificar oportunidades de negócio para o turismo.
Sem entrar no mérito de iniciativas governamentais, o turismo de negócios está tremendamente prejudicado, empresas investem em videoconferência ou outros recursos; hotéis perdem reservas e contabilizam os prejuízos.
O turismo de lazer, nem se fala! Virou um estresse coletivo! Centenas de famílias preferem cancelar suas reservas e ficar próximo de casa. Já não querem arriscar… Novamente, os hotéis do nordeste são os mais prejudicados.
A imagem do Brasil está na lama. É preciso reagir, solucionar esse caos e ser firme na condução de profissionais do setor da cadeia do turismo, pessoas comprometidas com a missão de fazer do turismo uma fonte de receita para o país.
Alberto Sampaio
O turismo chora a incompetência
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