Pesquisa Nexus/BTG divulgada nesta segunda-feira mostra presidente com 40% contra 35% do senador no primeiro turno; em eventual segundo turno, diferença cai para três pontos e configura empate técnico
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece na liderança da disputa presidencial de 2026 no cenário estimulado da nova pesquisa Nexus/BTG, divulgada nesta segunda-feira (10). Lula registra 40% das intenções de voto, contra 35% do senador Flávio Bolsonaro (PL), uma vantagem de cinco pontos percentuais, superior à margem de erro de dois pontos. O levantamento foi realizado entre 7 e 9 de agosto, com 2.001 eleitores entrevistados por telefone.
Na sequência aparecem o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), com 5%; Renan Santos (Missão), coordenador do Movimento Brasil Livre (MBL), com 4%; e o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), com 3%. Samara Martins (UP) tem 2%, enquanto Augusto Cury (Avante) e Cabo Daciolo (Mobiliza) aparecem com 1% cada.
Também foram incluídos na pesquisa Rui Costa Pimenta (PCO), Hertz Dias (PSTU), Heró Bezerra (PRTB), Edmilson Costa (PCB) e Wilson Grassi Júnior (DEM). Nenhum deles atingiu 1% das intenções de voto.
O levantamento aponta ainda que 5% dos entrevistados declararam intenção de votar em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos. Outros 3% não souberam responder ou não responderam.
Segundo turno mostra disputa mais apertada
Quando a pesquisa testa um eventual segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, a diferença diminui significativamente. O presidente aparece com 47%, enquanto o senador registra 44%.
A vantagem de três pontos está dentro da margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Dessa forma, os dois aparecem em empate técnico no cenário de segundo turno.
O resultado representa uma oscilação favorável a Lula em relação à rodada anterior da Nexus/BTG. Na pesquisa da semana passada, o presidente tinha 46%, enquanto Flávio Bolsonaro aparecia com 45%.
A série histórica do levantamento mostra que a disputa entre os dois candidatos permanece relativamente apertada no segundo turno. Segundo os dados divulgados, Lula só conseguiu abrir vantagem superior à margem de erro sobre Flávio Bolsonaro em uma das rodadas anteriores, realizada em junho.
No cenário atual, 8% dos entrevistados afirmaram que votariam branco, nulo ou em nenhum dos dois candidatos, enquanto 1% não soube responder ou preferiu não responder.
Lula mantém vantagem, mas eleição continua aberta
Os números mostram duas situações diferentes na mesma pesquisa. No primeiro turno, Lula aparece cinco pontos à frente de Flávio Bolsonaro, distância que supera a margem de erro. No segundo turno, porém, a vantagem cai para três pontos, colocando os dois candidatos em situação de empate técnico.
A diferença entre os cenários indica que parte dos eleitores que hoje escolhem outros nomes poderia migrar para Lula ou Flávio em uma eventual segunda rodada. Isso faz com que o desempenho dos candidatos que aparecem entre 2% e 5% também tenha importância estratégica na formação do eleitorado para o segundo turno.
A pesquisa não permite, isoladamente, determinar para onde migrariam os votos dos demais candidatos. Essa definição dependerá da evolução da campanha, das alianças partidárias, dos debates, da exposição dos candidatos e da capacidade de cada candidatura de ampliar sua rejeição ou reduzir a do adversário.
Disputa entre Lula e Bolsonaro continua como eixo da eleição
O levantamento reforça a centralidade da polarização entre o campo político de Lula e o grupo associado ao bolsonarismo. Flávio Bolsonaro aparece como principal adversário do presidente no cenário estimulado, enquanto os demais candidatos permanecem em patamares significativamente inferiores.
O resultado também coloca os partidos de centro e direita diante de uma questão estratégica: a capacidade de candidaturas como Caiado e Zema crescerem dependerá da manutenção de suas candidaturas ou de eventuais movimentos de composição ao longo do processo eleitoral.
No campo bolsonarista, a pesquisa mostra Flávio Bolsonaro consolidado como o nome mais competitivo contra Lula no cenário testado. A diferença de cinco pontos no primeiro turno, entretanto, ainda não representa uma vantagem definitiva, especialmente porque o segundo turno aparece dentro da margem de erro.
Metodologia
A pesquisa Nexus/BTG ouviu 2.001 eleitores entre os dias 7 e 9 de agosto de 2026, por meio de entrevistas telefônicas.
A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
O levantamento foi contratado pelo BTG Pactual e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-08428/2026.
Os resultados representam a fotografia do eleitorado no período em que as entrevistas foram realizadas e podem sofrer alterações durante a campanha eleitoral, especialmente diante da entrada dos candidatos no horário eleitoral, dos debates, das alianças e de novos fatos políticos.



