Fora dos gramados por até um mês para se tratar de uma lesão leve no joelho direito, o atacante Everton Santos foi solicitado de volta pelo Paris Saint German, clube que detém seus direitos, e concluirá o tratamento no Exterior. O clube parisiense, que havia cedido Everton sem custo nenhum para a Ponte Preta, optou por antecipar o retorno do atleta, que ocorreria em junho, porque o atacante está sendo negociado com um time da Coréia.
“Inicialmente, quando falamos em trazer o Everton para a Ponte, houve até uma certa resistência da diretoria, porque o Paris Saint German ia querer o atleta de volta após o Paulista e estávamos compondo um elenco forte que ficasse já para o brasileiro. Mas como nossa Comissão Técnica quis o jogador por entender que ele poderia contribuir com o elenco e ele veio a custo zero, resolvemos assumir esse risco calculado. Achamos que valeu a pena e agradecemos tanto o Everton quanto o Paris Saint Germain pela cessão do atleta”, diz o gerente de futebol Marcus Vinicius.
O dirigente destaca que o contrato com o Paris Saint Germain estabelecia que a data limite para o jogador permanecer na Ponte Preta era 23 de junho, mas que o clube francês poderia solicitar o retorno do jogador a qualquer momento. No período em que esteve na Macaca, Everton – que recebia salários diretamente do time parisiense – marcou três gols (contra Santo André, Americana e Corinthians).
“Mesmo sabendo que poderíamos perder o jogador, achamos que a presença dele seria boa para o clube. Felizmente, hoje temos um bom elenco e, com a contusão dele, os demais atacantes que temos já estavam lutando pela vaga, por isso creio que estamos bem cobertos”, pontua Gilson Kleina.
Ainda assim, acrescenta Marcus Vinicius, a Ponte Preta está procurando outros atletas, não em virtude da saída de Everton e sim já se antecipando para o Brasileiro. “Este trabalho de reforço ao elenco nunca parou, porque entendemos que hoje temos um excelente plantel, mas para o campeonato nacional ainda precisaremos de mais atletas em algumas posições. Basta ver, por exemplo, que quando perdemos nossa dupla de zaga suspensa, pusemos os suplentes em campo e ficamos sem zagueiros no banco. Mas esse é um trabalho planejado e permanente, que vem e continuará sendo executado com tranqüilidade que não será alterada, até porque temos um bom elenco e outras ótimas opções no ataque”, diz.




