Aconteceu ontem (22) em todo o Brasil um protesto pelo fim dos maus tratos com animais. Em Campinas os moradores se reuniram na Praça Imprensa Fluminense para pedir o fim da crueldade contra os animais. De acordo com a Guarda Municipal de Campinas, cerca de 50 pessoas estavam presentes no início da manifestação, às 10h. O número de manifestantes aumentou visivelmente até o fim da passeata, que durou cerca de duas horas, e chegou a 500, de acordo com o Conselho Municipal de Proteção e Defesa dos Animais (CMPDA).
O público ocupou os espaços em frente ao Centro de Convivência Cultural e lotou o espaço do Teatro de Arena. Líderes de ONGs e ativistas lembraram casos recentes de violência como o do cão lobo, de Piracicaba e de um Yorkshire espancado por uma enfermeira em Formosa (GO).
Em discurso durante a manifestação, Llmas pediu por mudanças na lei de proteção aos animais. “É preciso que sejam aplicadas punições mais severas. Quem mata um animal hoje pode matar um ser humano amanhã”. Organizado simultaneamente em mais de 150 municípios brasileiros e em cidades no exterior, o movimento pede uma reformulação na legislação atual, com penas mais rigorosas para os acusados.
A delegacia de proteção aos animais de Campinas registra entre 60 e 70 casos por mês de maus-tratos contra os animais. Os dados apresentados pelo presidente do conselho municipal de defesa e proteção dos animais, Flavio Llmas, são baseados nas denúncias feitas pela população que ferem o artigo 32 da lei 9.605, que prevê penas que variam de três meses a um ano de prisão.




