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sexta-feira, abril 24, 2026
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Justiça decreta nova prisão de MC Ryan SP, MC Poze do Rodo e dono da Choquei em operação da PF

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Decisão ocorre horas após soltura pelo STJ; investigação aponta esquema de R$ 1,6 bilhão ligado ao crime organizado

Além dos três, outros 33 investigados também tiveram a prisão preventiva decretada. Foto reprodução Redes Sociais

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A Justiça Federal voltou a decretar, nesta quarta-feira (23), a prisão preventiva do funkeiro MC Ryan SP, de MC Poze do Rodo e do influenciador Raphael Sousa Oliveira, poucas horas após decisão do Superior Tribunal de Justiça que havia determinado a soltura do grupo. A nova ordem atende a pedido da Polícia Federal no âmbito da Operação Narco Fluxo.

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Além dos três, outros 33 investigados também tiveram a prisão preventiva decretada. Segundo a Polícia Federal, todos são suspeitos de integrar um esquema bilionário de lavagem de dinheiro que utilizaria redes sociais e atividades ilícitas para ocultar a origem de recursos provenientes do crime organizado.

NOVO PEDIDO

Após a decisão do STJ que revogou as prisões temporárias, a PF apresentou nova representação à Justiça Federal argumentando que medidas cautelares alternativas seriam insuficientes. Os investigadores sustentam que a liberdade dos suspeitos poderia comprometer a ordem pública e a preservação de provas.

A decisão foi proferida pela 5ª Vara Federal de Santos, responsável pela condução do caso.

ESQUEMA BILIONÁRIO

De acordo com as investigações, o grupo teria movimentado mais de R$ 1,6 bilhão por meio de um sistema estruturado de ocultação de recursos. Entre os mecanismos identificados estão apostas ilegais, rifas clandestinas, empresas de fachada, uso de “laranjas”, transações com criptomoedas e remessas internacionais.

Parte dos investigados também é apontada por possível ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC), o que amplia a gravidade das suspeitas apuradas.

OPERAÇÃO E APREENSÕES

A Operação Narco Fluxo mobilizou mais de 200 agentes da Polícia Federal para cumprir 45 mandados de busca e apreensão e 39 prisões temporárias em diversos estados, incluindo São Paulo, Rio de Janeiro e Pernambuco, além do Distrito Federal.

Durante as diligências, foram apreendidos veículos, dinheiro em espécie, equipamentos eletrônicos, documentos e um fuzil. A Justiça também determinou o bloqueio de bens e restrições societárias para interromper as atividades investigadas e garantir eventual ressarcimento.

INVESTIGAÇÃO

As apurações tiveram origem na análise de arquivos armazenados em nuvem, obtidos em investigações anteriores sobre crimes financeiros e tráfico internacional de drogas. Os envolvidos poderão responder por associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

A defesa dos investigados não foi localizada até a última atualização desta reportagem. O espaço segue aberto para manifestações.

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