Um dos voluntários, Edson Raizer, foi aluno da escola e hoje é aposentado da Petrobrás
A soma da paixão pela Biologia acalentada pela professora Lívia Maria Lacorte com o interesse na prática de trabalho voluntário do químico aposentado Edson Guilherme Raizer teve como resultado um grande benefício aos alunos da Escola Estadual Dr. Tomás Alves. Juntos, Lívia e Raizer trabalham na reorganização do laboratório da escola, que passará a ser novamente utilizado como sala ambiente tanto para as aulas de Biologia quanto de Química.
A realização das aulas na sala ambiente, destaca a professora, sem dúvida contribuirá para o aumento do interesse dos alunos, já que elas não serão mais apenas teóricas, mas também práticas. Lívia lembra que atualmente, em virtude do desenvolvimento d as tecnologias de comunicação, os alunos obtêm informações com muita rapidez e a prática no laboratório tornará as aulas mais dinâmicas “No local também poderemos expor bons trabalhos das duas matérias feitos pelos alunos. Acredito que isso os incentivará”, diz Lívia.
Bióloga com mestrado e doutorado, ela conta que atuar em laboratório sempre a motivou muito. E que quando iniciou como professora no Tomás Alves, a riqueza do material relativo às áreas de Biologia e de Química que a escola possui a impressionou. “Um laboratório como este é raridade nas escolas estaduais atualmente. Como ele estava praticamente sem utilização, decidimos reorganizá-lo e reativá-lo”, conta.
E para a reorganização estão sendo limpas as ‘vidrarias’, os ossos de corpo humano estão sendo separados e guardados com critérios em caixas etiquetadas e dispostas em armários, os órgãos e pequenos animais mantidos em álcool , tendo o conservante trocado, entre outros. “Para que a utilização do local como sala ambiente se torne realidade, vamos comprar banquinhos para os alunos acompanharem as aulas aqui”, diz a professora.
Ex-aluno do Tomás Alves, Raizer formou-se em Química pela ETECAP e foi durante 27 anos funcionário da Petrobras. Agora aposentado, viu no trabalho voluntário a possibilidade de contribuir para a formação do que ele classifica como ‘pessoas melhores’.
‘Havia na escola microscópios, provetas, tubos de ensaio que nunca tinham sido usados. Então, porque não reorganizar tudo em benefício dos estudantes, já que,diferentemente das aulas teóricas – na qual o professor fica repassando conceitos -, nas práticas as experiências, mesmo as mais simples, ficam para sempre gravadas na memória dos alunos“?
Ajudar voluntariamente para elevar o interesse pela Química é a forma que encontrou para contribuir para a melhoria do aprendizado dos hoje estudantes do Tomás Alves. O trabalho, que já é gratificante, ressalta, será ainda mais satisfatório quando o laboratório estiver, de fato, sendo utilizado como sala ambiente e despertando o interesse dos estudantes.
E a experiência que ele vivencia hoje com o trabalho voluntário, Raizer indica para outros ex- alunos agora aposentados ou para pessoas com tempo disponível. “A satisfação de colaborar é imensa e eu indico para todos que pretendem ajudar na formação de pessoas melhores que serão responsáveis por um país e um mundo melhor”, ressalta.





