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quarta-feira, junho 17, 2026
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Acordo entre EUA e Irã prevê fim da guerra, alívio de sanções e promessa iraniana de não desenvolver armas nucleares

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Documento obtido pela imprensa internacional aponta compromissos políticos, econômicos e militares entre Washington e Teerã

O acordo prevê ainda que, após a negociação do texto final, uma resolução do Conselho de Segurança da ONU seja apresentada para ratificar os compromissos assumidos pelas partes. Foto RS/Fotos Públicas

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Um acordo para encerrar o conflito no Oriente Médio entre Estados Unidos e Irã prevê o fim imediato das hostilidades, a reabertura do Estreito de Ormuz, o alívio gradual das sanções econômicas contra Teerã e o compromisso do governo iraniano de nunca desenvolver armas nucleares. As informações foram divulgadas pela CNN Internacional, que afirma ter obtido acesso à íntegra do documento assinado virtualmente pelos dois países.

Segundo a reportagem, o texto contém 14 pontos e deverá ser formalizado presencialmente na próxima sexta-feira (19), em Genebra, na Suíça. Até o momento, o conteúdo não foi divulgado oficialmente pelos governos envolvidos.

Entre as principais medidas previstas estão uma declaração conjunta de encerramento permanente da guerra, a retomada da navegação comercial no Estreito de Ormuz e a criação de mecanismos para reinserção econômica do Irã no comércio internacional.

O acordo também prevê a suspensão gradual das sanções impostas a Teerã, a liberação de ativos iranianos congelados no exterior e a autorização para a comercialização de petróleo e produtos petroquímicos iranianos em mercados internacionais. O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos deverá emitir autorizações específicas para operações ligadas ao setor energético, incluindo serviços bancários, seguros e transporte marítimo.

NEGOCIAÇÃO

Um dos pontos mais sensíveis do documento envolve o programa nuclear iraniano. Segundo a versão divulgada pela CNN, o governo do Irã se compromete a não produzir armas nucleares. Em contrapartida, Estados Unidos e aliados regionais deverão apresentar, em até 60 dias, um plano de desenvolvimento econômico e reconstrução para o país.

O texto também prevê que um acordo definitivo seja negociado dentro desse mesmo prazo de 60 dias, período em que serão discutidas questões pendentes relacionadas ao enriquecimento de urânio e ao destino do material nuclear já produzido por Teerã.

A reportagem da CNN menciona ainda a possibilidade de acesso do Irã a um fundo estimado em US$ 300 bilhões, condicionado ao cumprimento dos compromissos assumidos. No entanto, o presidente Donald Trump negou publicamente a existência desse fundo e classificou a informação como falsa.

Durante entrevista concedida na cúpula do G7, realizada na França, Trump afirmou que o documento assinado é apenas um “memorando de entendimento” e alertou que novas ações militares poderão ocorrer caso as negociações futuras não avancem conforme o esperado.

“Se eu não gostar, voltaremos a bombardear”, declarou o presidente norte-americano ao comentar as próximas etapas das tratativas envolvendo o programa nuclear iraniano.

GEOPOLÍTICA

A eventual confirmação dos termos representa uma mudança significativa na relação entre Washington e Teerã após anos de confrontos diplomáticos, sanções econômicas e episódios de tensão militar.

Analistas avaliam que os Estados Unidos buscam garantir o bloqueio definitivo ao desenvolvimento de armas nucleares pelo Irã, além de restaurar a estabilidade em uma região estratégica para o abastecimento global de energia. Já o governo iraniano tenta recuperar acesso ao sistema financeiro internacional e ampliar suas receitas com a exportação de petróleo.

A reabertura do Estreito de Ormuz é considerada um dos pontos centrais do entendimento. A passagem marítima concentra uma parcela relevante do comércio mundial de petróleo e sua interrupção durante o conflito provocou preocupação nos mercados internacionais.

O acordo prevê ainda que, após a negociação do texto final, uma resolução do Conselho de Segurança da ONU seja apresentada para ratificar os compromissos assumidos pelas partes.

Apesar do avanço diplomático, permanecem dúvidas sobre temas considerados essenciais, como os limites para o enriquecimento de urânio pelo Irã, os mecanismos de fiscalização internacional e a efetiva retirada das sanções econômicas. Esses pontos deverão ser discutidos nas próximas semanas, antes da conclusão do acordo definitivo.

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