29.9 C
Campinas
quarta-feira, maio 6, 2026
spot_img

Ativistas denunciam suspeição de juiz federal pró-impeachment de Dilma

Data:

Militantes pró-democracia lutam na Justiça por anulação do processo de afastamento de Dilma há mais de dois anos. Ação Popular assinada por 100 mil pessoas reforça a farsa do Congresso ao afastar a presidenta sem crime de responsabilidade, mas denúncia foi negada por juiz, cuja atuação é suspeita por parcialidade. Ele participou de protestos contra a chefe de Estado ainda em 2016 e impediu Lula de tomar posse como ministro da Casa Civil

Um grupo de ativistas pró- democracia e militantes do PT luta há mais de dois anos, na Justiça Federal, contra o impeachment da ex-presidenta Dilma Rousseff, que completa quatro anos no final de agosto. Numa ação popular que reuniu a assinatura de mais de 100 mil pessoas, os ativistas em defesa da democracia pediram a anulação do impeachment, mas foram surpreendidos, em julho, com a extinção do processo. O problema é que a ação foi extinta por decisão do juiz federal Itagiba Catta Preta, sob a alegação de que o mandato da Dilma terminou e Jair Bolsonaro foi eleito em 2018.

Apesar disso, há um recurso na Justiça pedindo a suspeição de Catta Preta, um notório militante de direita, que foi às ruas em 2016 para protestar contra o governo Dilma e suspendeu, em abril daquele ano, a posse do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como ministro-chefe da Casa Civil.

“Tal qual Sérgio Moro, o juiz Catta Preta é reconhecidamente um militante de direita, contrário a Dilma e ao PT, e deveria ter se declarado impedido de analisar o caso, porque está comprometido e é parcial”, critica Edva Aguilar, que lidera a ação popular, junto com outros ativistas.

Entre aqueles que subscrevem a ação estão o jurista Fábio Konder Comparato, o coordenador do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), João Pedro Stédile, e o cantor e compositor Chico Buarque, além da presidenta nacional do PT, deputada Gleisi Hoffmann (PT-PR) e do próprio Lula

Não se pode normalizar o golpe

A ação busca a declaração de nulidade do processo de impedimento e consequente deposição de Dilma. E requer ainda que sejam invalidados todos os atos praticados por Michel Temer, incluindo a Lei do Teto dos Gastos Públicos. “A gente não pode normalizar o golpe porque isso é abrir caminho para irmos direto para novos anos de chumbo”, aponta o advogado Alexandre Flach, que assina a ação popular.

Na decisão em que decreta extinta a ação, Catta Preta aponta que o processo de impedimento transitou em julgado e foi impugnado perante o próprio Supremo Tribunal Federal, que reconheceu a validade da deposição. “Esta ação perdeu o objeto. A História sepultou a pretensão”, aponta o juiz federal, que sequer analisou o mérito da ação.

“O golpe tem de ser anulado porque não houve crime de responsabilidade”, aponta Edva, que é enfermeira aposentada. “O impeachment tem de ser anulado mesmo que Dilma estivesse morta, para que possamos colocar sub judice todas as medidas tomadas pelo governo golpista, sem consulta à população”. Segundo os advogados da ação, o juiz que analisou o caso é claramente suspeito. “Ele foi um orgulhoso militante do movimento ‘Fora Dilma’ e responsável pela suspensão da posse do ex-presidente Lula como Ministro da Casa Civil’, critica.

Da Redação do PT

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Compartilhe esse Artigo:

spot_img

Últimas Notícias

Artigos Relacionados
Relacionados

Pesquisa mostra Lula à frente de Flávio Bolsonaro no 1º turno

Levantamento da Real Time Big Data indica cenário altamente...

PT pressiona Lula a apoiar CPI do Banco Master e crise amplia tensão com Alcolumbre

Governo avalia usar investigação sobre o Banco Master para...

Rejeição de Jorge Messias ao STF expõe suspeitas de articulação entre Senado e Supremo

Bastidores da derrota do advogado-geral da União revelam influência...

Lula reage com cautela à rejeição de Jorge Messias e tenta conter crise com o Senado

Presidente evita confronto direto após derrota inédita e articula...
Jornal Local
Política de Privacidade

A Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) já está em vigor no Brasil. Além de definir regras e deveres para quem usa dados pessoais, a LGPD também provê novos direitos para você, titular de dados pessoais.

O Blog Jornalocal tem o compromisso com a transparência, a privacidade e a segurança dos dados de seus clientes durante todo o processo de interação com nosso site.

Os dados cadastrais dos clientes não são divulgados para terceiros, exceto quando necessários para o processo de entrega, para cobrança ou participação em promoções solicitadas pelos clientes. Seus dados pessoais são peça fundamental para que o pedido chegue em segurança na sua casa, de acordo com o prazo de entrega estipulado.

O Blog Jornalocal usa cookies para que possamos oferecer a melhor experiência de usuário possível. As informações de cookies são armazenadas em seu navegador e executam funções como reconhecê-lo quando você retorna ao nosso site e ajudar nossa equipe a entender quais seções do site você considera mais interessantes e úteis.

Confira nossa política de privacidade: https://jornalocal.com.br/termos/#privacidade