
PL elege 121 deputados e terá a maior bancada; federação PT-PCdoB-PV fica com 88 cadeiras
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As eleições de 2026 produziram uma nova composição para a Câmara dos Deputados a partir de 1º de fevereiro de 2027. Os 513 deputados eleitos para a 58ª Legislatura foram definidos pelo sistema proporcional e representarão os estados e o Distrito Federal até janeiro de 2031. O resultado mostra mudanças importantes no tamanho das bancadas partidárias e uma renovação de 35,67% da Casa.
O PL será a maior bancada, com 121 deputados, seguido pela federação formada por PT, PCdoB e PV, com 88, e pela federação União Progressista, formada por União Brasil e PP, com 87. Na sequência aparecem PSD, com 43, Republicanos, com 41, MDB, com 36, e Podemos, com 27 cadeiras.
A nova composição por partido
Considerando individualmente cada legenda, e não as federações, a distribuição das 513 cadeiras ficou assim:
O PL, sozinho, terá 121 deputados, o equivalente a 23,6% das 513 cadeiras. A bancada será 24 cadeiras maior que a formada pelo partido na eleição de 2022.
O PT terá 70 deputados. Somados os representantes do PCdoB e do PV, integrantes da mesma federação, o grupo chega a 88 cadeiras, seis a mais que as 82 obtidas pela federação na eleição anterior.
A federação União Progressista, formada por União Brasil e PP, terá 87 cadeiras. Em 2022, os dois partidos haviam obtido conjuntamente 105 vagas.
Quem foi reeleito, quem chega e quem retorna
Dos 513 eleitos, 301 são deputados que foram reeleitos. Eles representam 58,67% da nova Câmara.
Outros 183 deputados exercerão o primeiro mandato na Casa. Esse grupo corresponde a 35,67% dos eleitos e é a base do cálculo oficial de renovação da Câmara.
Há ainda 29 ex-deputados que já haviam exercido mandato anteriormente e estavam fora da Câmara, mas conseguiram retornar nas eleições deste ano.
Entre os partidos, o PL teve o maior número de reeleitos, com 63 parlamentares, além de 46 deputados em primeiro mandato e 12 ex-deputados que retornam.
Na federação PT-PCdoB-PV foram 51 reeleitos e 29 deputados de primeiro mandato. Na federação União-PP, foram 58 reeleitos e 27 novos deputados.
Entre os 29 ex-deputados que voltam à Câmara estão nomes como João Paulo Cunha (PT-SP), ex-presidente da Casa, e Major Vitor Hugo (PL-GO), que ocupou a liderança do governo Jair Bolsonaro na Câmara. O PL concentra 12 dos parlamentares que retornam.
212 cadeiras terão novos ocupantes
A combinação dos números mostra uma mudança importante: dos 513 lugares da Câmara, 301 permanecerão ocupados por deputados que conseguiram a reeleição, enquanto 212 terão outro ocupante em relação à composição eleita em 2022.
Essas 212 cadeiras não correspondem apenas a derrotas eleitorais. O grupo inclui os 183 deputados que chegam pela primeira vez à Câmara e os 29 ex-deputados que retornam.
Também há casos de parlamentares que estavam na Câmara e disputaram outros cargos nas eleições de 2026. Segundo levantamento da própria Câmara, 23 deputados federais foram eleitos para outros cargos, incluindo Senado, governos estaduais e Assembleia Legislativa.
Alguns dos nomes que deixam a Câmara
Entre os parlamentares que não estarão na nova composição estão deputados que não conseguiram a reeleição e outros que disputaram cargos diferentes.
No PT, um dos casos de maior repercussão foi o de Paulo Teixeira (PT-SP), que não conseguiu retornar à Câmara. Também ficaram fora nomes históricos do partido, como Vicentinho (PT-SP) e Rui Falcão (PT-SP). O ex-ministro José Dirceu também não conseguiu voltar à Câmara.
Em Minas Gerais, 11 deputados federais que buscavam a reeleição não conseguiram permanecer na Câmara, entre eles Euclydes Pettersen (Republicanos), Célia Xacriabá (PSOL), Pedro Aihara (PP) e Mário Heringer (PDT).
A relação completa, porém, precisa ser lida estado por estado, porque a saída de um deputado pode ocorrer por derrota na disputa, mudança de cargo ou decisão de não concorrer novamente.
Uma Câmara com 20 partidos representados
A nova Câmara terá representantes de 20 partidos, número inferior ao observado em eleições anteriores. O PL será a maior legenda individual, enquanto PT, PCdoB e PV atuarão conjuntamente por meio da Federação Brasil da Esperança. União Brasil e PP também estarão reunidos na Federação União Progressista.
A redução da fragmentação partidária ocorre em um cenário no qual partidos que não atingiram os critérios da cláusula de desempenho terão restrições de acesso ao Fundo Partidário e à propaganda partidária gratuita. Entre eles estão a Federação PSOL-Rede e o PDT. Os mandatos dos deputados eleitos por essas siglas, entretanto, permanecem válidos.
As maiores mudanças
A comparação entre 2022 e 2026 mostra alguns dos principais movimentos:
- PL: 97 para 121 deputados, aumento de 24 cadeiras.
- Federação PT-PCdoB-PV: 82 para 88, aumento de seis cadeiras.
- PSD: 42 para 43, aumento de uma cadeira.
- Republicanos: 40 para 41, aumento de uma cadeira.
- Podemos: 20 para 27, aumento de sete cadeiras.
- PSB: manteve 15 cadeiras.
- PSOL + Rede: manteve 15 cadeiras na composição conjunta.
- PSDB + Cidadania: passaram de 18 para 11 cadeiras.
- Novo: passou de 3 para 10 cadeiras.
- PDT: passou de 16 para 6 cadeiras.
- Avante: passou de 7 para 5.
- PRD + Solidariedade: passaram de 12 para 7.
- Missão: não tinha representação eleita em 2022 e terá uma cadeira em 2027.
- União Brasil + PP: 105 para 87, redução de 18 cadeiras.
- MDB: 41 para 36, redução de cinco cadeiras.
A nova Câmara em números
- 513 deputados federais eleitos
- 301 reeleitos
- 183 em primeiro mandato
- 29 ex-deputados que retornam
- 20 partidos representados
- 121 cadeiras do PL
- 88 cadeiras da Federação PT-PCdoB-PV
- 87 cadeiras da Federação União Progressista
- 35,67% é a taxa oficial de renovação da Câmara.
A Câmara dos Deputados que tomará posse em fevereiro de 2027, portanto, terá uma combinação de continuidade e mudança: mais da metade dos parlamentares eleitos já ocupava a Casa, enquanto 183 chegarão pela primeira vez e outros 29 retornarão depois de períodos fora do Congresso.
A Câmara dos Deputados disponibilizou a relação completa dos 513 eleitos, organizada por estado e partido, que permite conferir individualmente todos os nomes que ocuparão as cadeiras na próxima legislatura.


