Defesa de Fábio Luís pede investigação sobre suposto vazamento de dados sigilosos à campanha de Flávio Bolsonaro

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Advogados acionaram o Ministério da Justiça e a Corregedoria da Polícia Federal para apurar a divulgação de informações protegidas por segredo de Justiça

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A defesa de Fábio Luís Lula da Silva protocolou pedidos junto ao Ministério da Justiça e Segurança Pública e à Corregedoria-Geral da Polícia Federal para que seja investigado o suposto vazamento de informações sigilosas relacionadas ao inquérito que apura um esquema de descontos indevidos em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Segundo os advogados, dados obtidos por meio de quebra de sigilo telemático teriam sido compartilhados ilegalmente e repassados à campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL).

Investigação

Nas petições apresentadas no domingo (2), a defesa sustenta que informações protegidas por segredo de Justiça passaram a circular fora dos autos do processo. Os advogados baseiam o pedido em reportagem publicada pelo jornal O Globo, segundo a qual integrantes da campanha de Flávio Bolsonaro teriam tido acesso a áudios envolvendo Fábio Luís e a empresária Roberta Luchsinger.

De acordo com a defesa, o suposto compartilhamento teria finalidade política. Em um dos trechos da petição, os advogados afirmam que “o objetivo político dos vazamentos tornou-se irrefutável”, ao alegarem que o material teria sido encaminhado à campanha de um adversário político do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

No documento enviado ao ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, a defesa solicita que a pasta acompanhe a apuração e verifique eventual falha na preservação de provas mantidas sob custódia da Polícia Federal.

Já na representação encaminhada à Corregedoria-Geral da PF, os advogados pedem a abertura de Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para identificar quem teve acesso às informações, se houve extração, cópia ou compartilhamento indevido dos arquivos e apurar eventual responsabilidade funcional.

Entre as medidas solicitadas estão a preservação dos registros de acesso aos arquivos digitais da investigação, a identificação dos agentes públicos que tiveram contato com o material sigiloso e, caso sejam identificados suspeitos, a adoção de medidas investigativas, incluindo buscas e apreensões autorizadas pela Justiça.

A iniciativa ocorre em conjunto com medidas adotadas pela defesa da empresária Roberta Luchsinger, que também requereu a apuração da origem do suposto vazamento e a responsabilização administrativa e criminal dos envolvidos.

Até o momento, o Ministério da Justiça, a Polícia Federal e a Corregedoria-Geral da PF não divulgaram posicionamento público sobre os pedidos apresentados. A reportagem também não localizou manifestação da campanha do senador Flávio Bolsonaro a respeito das alegações.

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