nvestigação da Polícia Civil de Santa Bárbara d’Oeste resultou na apreensão de substâncias como tirzepatida e retatrutida armazenadas irregularmente

Americana — A farmacêutica Beatriz Gonçalves, de 25 anos, foi presa em flagrante pela Polícia Civil nesta quinta-feira (21), no município de Americana (SP). Ela é suspeita de utilizar o seu próprio estabelecimento comercial — um salão especializado em design de unhas — como fachada para realizar a aplicação e a comercialização ilegal de substâncias injetáveis de alta performance voltadas para o emagrecimento.
A operação foi coordenada pelo setor de investigações da Polícia Civil de Santa Bárbara d’Oeste (SP), iniciada a partir de uma denúncia anônima detalhada. De posse de ordens judiciais, os agentes cumpriram mandados de busca e apreensão no salão de beleza, situado no bairro Morada do Sol, e em dois endereços residenciais ligados à investigada no bairro Jardim Guanabara.
Substâncias de última geração em frigobar e pias
Durante as buscas no estabelecimento estético, os policiais constataram graves irregularidades no armazenamento de medicamentos de controle restrito. No interior de um frigobar de uso comum, a equipe localizou uma seringa descartável já abastecida com o princípio ativo tirzepatida, pronta para uso imediato em clientes. Próximo à pia do espaço de atendimento, foram encontradas outras seringas prontas ao lado de um frasco da mesma substância.
As buscas foram estendidas para as residências de Beatriz, onde os policiais civis apreenderam um volume ainda maior de insumos farmacêuticos e biomédicos. No local, foram apreendidas canetas emagrecedoras e ampolas contendo as substâncias retatrutida, tirzepatida e GHK-CU.
Além dos medicamentos — muitos de uso regulamentado e sem a devida autorização para aplicação naquele tipo de ambiente —, os policiais apreenderam uma quantia expressiva de dinheiro em espécie (supostamente obtida por meio dos procedimentos estéticos clandestinos e de vendas anteriores), um aparelho celular, cartões de crédito e uma arma de fogo.
Prisão e trâmite legal
Beatriz Gonçalves acompanhou os agentes em todas as etapas da varredura nos imóveis. Diante do flagrante de armazenamento inadequado, exercício irregular da profissão e comércio ilegal de medicamentos de uso restrito, ela recebeu voz de prisão e foi conduzida à sede policial, onde o auto de prisão em flagrante foi formalizado pela autoridade policial.
O espaço jornalístico permanece aberto para manifestações da defesa técnica de Beatriz Gonçalves, cuja equipe de advogados ainda não foi localizada para comentar as acusações e o teor do flagrante.




