Vítima relatou agressões diárias, privação de alimentos e uso forçado de medicamentos; criança de 1 ano foi resgatada sem ferimentos graves

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Um homem foi preso na noite de domingo (14) acusado de manter a namorada, de 25 anos, e o filho dela, um bebê de 1 ano, em cárcere privado em Mogi Guaçu, no interior de São Paulo. Segundo a Polícia Militar, a mulher era vítima de agressões físicas constantes, estava sem alimentação adequada havia vários dias e era obrigada a ingerir medicamentos para dormir.
De acordo com as informações apuradas, a vítima é natural de Amparo e mantinha um relacionamento com o suspeito havia cerca de três meses. Os dois teriam se conhecido por meio da internet antes de iniciarem o namoro.
O caso veio à tona após familiares perceberem o desaparecimento da jovem. O irmão da vítima informou à polícia que tentou contato por mensagens diversas vezes, mas não recebeu qualquer resposta. Diante da situação, ele procurou uma delegacia para registrar o desaparecimento e relatar informações sobre o relacionamento da irmã.
Ao chegarem ao imóvel indicado, policiais militares ouviram pedidos de socorro vindos do interior da residência. Segundo a corporação, o suspeito reagiu à abordagem e tentou atacar os agentes, mas acabou sendo contido e preso no local.
A mulher foi encontrada em um ambiente descrito pela polícia como insalubre, com condições precárias de higiene. Ela apresentava diversos ferimentos pelo corpo e foi encaminhada para atendimento médico na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Jardim Novo, onde passou por exames e avaliação clínica.
O bebê também foi levado para a unidade de saúde e, conforme informações iniciais, não apresentava ferimentos graves. Após avaliação médica, a criança recebeu atendimento e passa bem.
O suspeito foi conduzido à delegacia, onde permaneceu à disposição da Justiça. O caso será investigado pela Polícia Civil, que deverá apurar os crimes de cárcere privado, violência doméstica, lesão corporal e outras possíveis infrações relacionadas aos fatos relatados pela vítima.
As autoridades também deverão ouvir testemunhas e analisar os laudos médicos para determinar a extensão das agressões e das condições às quais mãe e filho foram submetidos durante o período em que permaneceram na residência.




