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quarta-feira, junho 10, 2026
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Pastores são apontados como líderes de golpe de R$ 263 mil no Mercado Livre

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Operação da Polícia Civil investiga grupo suspeito de simular vendas fictícias para obter estornos em cartões de crédito e causar prejuízo à plataforma de comércio eletrônico

Com o estorno aprovado, o dinheiro já havia sido transferido ou sacado pelos integrantes da organização, enquanto a plataforma assumia os prejuízos decorrentes da fraude.. Foto Divulgação Instagram

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A Polícia Civil de São Paulo deflagrou nesta terça-feira (9) uma operação contra uma organização suspeita de aplicar golpes por meio de vendas falsas na plataforma Mercado Livre. Segundo as investigações, o esquema teria provocado prejuízo estimado em pelo menos R$ 263 mil. Cinco pessoas foram presas durante a ação, enquanto outros três investigados permanecem foragidos.

De acordo com a Delegacia de Crimes Cibernéticos (DCCiber), ligada ao Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), entre os suspeitos estão dois pastores apontados como líderes do grupo. Eles estariam atualmente na Espanha. Um terceiro investigado foi localizado nos Estados Unidos. As identidades dos envolvidos não foram divulgadas pelas autoridades.

A investigação aponta que a quadrilha simulava negociações de produtos inexistentes dentro da plataforma. Segundo o delegado João Carlos Miguel Hueb, responsável pelo caso, vendedores e compradores faziam parte do mesmo esquema criminoso.

“Eles fingiam vender um produto, recebiam o dinheiro e depois o comprador contestava a operação. A plataforma acabava absorvendo o prejuízo”, afirmou o delegado.

Conforme o inquérito, os suspeitos criavam anúncios falsos ou links de pagamento e os enviavam a integrantes do grupo. As compras eram realizadas por meio de cartões de crédito e, após a aprovação da operação, os valores eram liberados para contas controladas pelos investigados.

Na sequência, os supostos compradores solicitavam o cancelamento da cobrança junto às administradoras dos cartões alegando desconhecimento da transação. Com o estorno aprovado, o dinheiro já havia sido transferido ou sacado pelos integrantes da organização, enquanto a plataforma assumia os prejuízos decorrentes da fraude.

As investigações indicam que o golpe foi aplicado em dezembro de 2024. Até o momento, não foram encontrados indícios de que a organização tenha continuado a prática nos meses seguintes, mas a polícia busca identificar possíveis vítimas e verificar se outras empresas também foram lesadas.

Além dos mandados de prisão, a Justiça autorizou o cumprimento de 15 mandados de busca e apreensão em endereços localizados na capital paulista, em Guarulhos e em São Caetano do Sul. Equipamentos eletrônicos, documentos e registros financeiros foram recolhidos para análise.

O inquérito apura os crimes de estelionato e associação criminosa.

Em nota, o Mercado Livre informou que a investigação teve origem em denúncia feita pela própria empresa após a identificação de movimentações consideradas suspeitas. A plataforma afirmou que nenhum comprador ou vendedor sofreu prejuízo financeiro e que os valores envolvidos foram absorvidos pela companhia.

Ainda segundo a empresa, o chamado chargeback, mecanismo utilizado para contestar compras feitas em cartões de crédito, está entre as fraudes mais recorrentes no comércio eletrônico brasileiro. A companhia declarou manter equipes especializadas e sistemas baseados em inteligência artificial para monitorar operações suspeitas e prevenir golpes.

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