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sexta-feira, junho 12, 2026
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PF mira lavagem de dinheiro e corrupção em nova fase da Compliance Zero; STF autoriza prisões e bloqueio bilionário

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Operação investiga repasses indevidos a agentes públicos e amplia cerco sobre esquema envolvendo instituições financeiras

A ação apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro utilizado para pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos. Foto Divulgação Policia Federal

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A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (16) a 4ª fase da Operação Compliance Zero, com o cumprimento de dois mandados de prisão preventiva e sete de busca e apreensão no Distrito Federal e em São Paulo. A ação apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro utilizado para pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos.

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As ordens judiciais foram autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal, que também acompanha o caso desde as fases anteriores. Segundo os investigadores, estão sob apuração crimes financeiros, corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa, indicando a complexidade e o alcance da estrutura investigada.

Avanço da investigação

A operação é um desdobramento direto das fases anteriores da Compliance Zero, que já haviam identificado movimentações financeiras atípicas envolvendo instituições bancárias e operações consideradas fora dos padrões de governança. Na terceira fase, realizada em março, a PF prendeu Daniel Vorcaro, apontado como peça central no esquema investigado.

Além das prisões e buscas, o STF determinou medidas cautelares severas, incluindo o afastamento de investigados de funções públicas e o bloqueio de bens que pode chegar a R$ 22 bilhões. O volume chama atenção de investigadores por indicar possível ramificação sistêmica e uso de estruturas financeiras complexas para circulação de recursos.

Nos bastidores, fontes ligadas à investigação apontam que o foco atual é rastrear o caminho do dinheiro e identificar beneficiários finais, incluindo possíveis agentes públicos que teriam recebido vantagens indevidas. A apuração também busca esclarecer se houve uso de instituições financeiras para dar aparência legal a operações suspeitas, em um modelo que pode envolver triangulação de ativos e ocultação patrimonial.

A defesa dos investigados não foi localizada até a última atualização desta reportagem. O espaço permanece aberto para manifestação.

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