Pix por aproximação deixa de ter limite fixo de R$ 500 a partir desta quinta-feira

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O Pix por aproximação, entretanto, ainda representa uma parcela pequena desse universo. Foram cerca de 2 milhões de operações em agosto, aproximadamente 0,06% do total registrado no mês. Foto Bruno Peres/Agencia Brasil

Banco Central permite que clientes ajustem os valores da modalidade, mas pagamentos continuam submetidos aos limites e mecanismos de segurança definidos pelas instituições financeiras.

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O Pix por aproximação passa a ter novas regras a partir desta quinta-feira (1º), com o fim do limite específico de R$ 500 por transação. A mudança foi regulamentada pelo Banco Central por meio da Instrução Normativa BCB nº 746, publicada em junho, e permite que os clientes solicitem às instituições financeiras alterações nos valores autorizados para esse tipo de pagamento.

A retirada do teto não significa, porém, que qualquer pagamento poderá ser realizado automaticamente por aproximação. Os valores continuarão submetidos aos limites de segurança definidos para cada conta. O cliente poderá solicitar aumento ou redução desses limites, conforme as ferramentas disponibilizadas pelo banco.

O que muda no Pix por aproximação

Até 30 de setembro, cada pagamento realizado por Pix por aproximação estava sujeito ao limite específico de R$ 500. A partir desta quinta-feira, esse teto deixa de existir.

Na prática, uma operação de R$ 600 ou R$ 1 mil poderá ser feita por aproximação se estiver dentro dos limites autorizados para aquela conta e das regras de segurança da instituição financeira.

A nova regulamentação também alcança operações realizadas por código QR, chaves de acesso e transações iniciadas pela chamada jornada sem redirecionamento (JSR) do Open Finance, sistema que permite o compartilhamento de dados e a realização de serviços financeiros entre instituições autorizadas.

Os bancos deverão disponibilizar mecanismos para que o cliente possa administrar os limites pelo aplicativo. A forma de acesso poderá variar de uma instituição para outra.

Como o usuário pode alterar o limite

O gerenciamento deve ser realizado pelo aplicativo do banco ou da instituição financeira responsável pela conta. Em geral, o cliente deverá acessar a área do Pix, procurar as configurações de segurança ou limites e solicitar a alteração do valor autorizado. O banco poderá exigir autenticação adicional antes de efetivar a mudança.

A retirada do limite específico de R$ 500, portanto, não elimina os mecanismos de segurança do Pix. As instituições continuam responsáveis por aplicar controles destinados a reduzir o risco de operações suspeitas ou incompatíveis com o perfil do cliente.

Como funciona o Pix por aproximação

A modalidade utiliza a tecnologia NFC, presente em celulares e outros dispositivos compatíveis, para estabelecer comunicação com a máquina de pagamento.

O serviço começou a ser disponibilizado em fevereiro de 2025 e pode funcionar por meio do aplicativo da instituição financeira ou de carteiras digitais compatíveis. Para utilizar uma carteira digital, o usuário precisa primeiro vincular sua conta bancária ao serviço e autorizar a operação.

No pagamento, o consumidor informa que utilizará Pix, confere o valor apresentado pelo estabelecimento e aproxima o celular do terminal. Dependendo das configurações da instituição e da carteira utilizada, poderá ser necessária autenticação adicional para concluir a operação.

Atenção aos golpes

A possibilidade de realizar pagamentos acima de R$ 500 por aproximação aumenta a importância da conferência dos dados antes da confirmação. O usuário deve verificar o valor da cobrança, identificar o estabelecimento e acompanhar as notificações recebidas no celular.

Também é recomendável manter o aparelho protegido por senha, biometria ou outro mecanismo de bloqueio e evitar entregar o celular desbloqueado a terceiros.

Outro cuidado é revisar periodicamente os limites definidos no aplicativo do banco. Um limite elevado pode facilitar pagamentos de maior valor, mas também aumenta o impacto potencial de uma operação indevida caso o aparelho ou a conta seja comprometido.

Pix movimentou R$ 3,73 trilhões em agosto

O Pix continua sendo um dos principais meios de pagamento utilizados no país. Em agosto de 2026, o sistema movimentou mais de R$ 3,73 trilhões em aproximadamente 8,11 bilhões de transações.

O Pix por aproximação, entretanto, ainda representa uma parcela pequena desse universo. Foram cerca de 2 milhões de operações em agosto, aproximadamente 0,06% do total registrado no mês.

Os dados indicam crescimento da modalidade. Em janeiro de 2026, haviam sido registradas cerca de 1,06 milhão de transações por aproximação. O aumento ocorre enquanto o Banco Central amplia as possibilidades de utilização do sistema e retira a limitação específica de R$ 500.

A mudança transforma o limite da modalidade em uma questão diretamente ligada às configurações de cada conta. Em outras palavras, o fim do teto nacional de R$ 500 não significa Pix sem limite: significa limite definido dentro das regras de segurança da instituição e das configurações autorizadas pelo cliente.

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