Ex-presidente mora em imóvel alugado no Condomínio Solar de Brasília; reportagem de 2025 apontou que o aluguel é bancado pelo PL. Parlamentares acionaram o TCU para investigar se recursos públicos do Fundo Partidário estão sendo usados para custear uma despesa de caráter pessoal
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Jair Bolsonaro (PL) mora atualmente em uma casa alugada no Condomínio Solar de Brasília, no Jardim Botânico, onde cumpre prisão domiciliar por determinação do Supremo Tribunal Federal. O imóvel não pertence ao ex-presidente. A informação mais relevante encontrada na apuração é que o aluguel da residência é pago pelo Partido Liberal (PL), segundo reportagem de O TEMPO publicada em agosto de 2025. A informação também foi reproduzida por outros veículos.
A casa atual não é a primeira residência ocupada pelo casal Bolsonaro dentro do condomínio. Jair e Michelle Bolsonaro chegaram ao Solar de Brasília em 2023. Naquele primeiro imóvel, reportagens apontaram aluguel de aproximadamente R$ 12 mil mensais. Em novembro de 2024, o casal mudou-se para outra residência dentro do mesmo condomínio, alegando falta de espaço e problemas de privacidade.
O Tribunal Superior Eleitoral informa que os partidos podem utilizar recursos do Fundo Partidário para despesas de manutenção da legenda, incluindo determinados gastos com aluguel de imóveis. A legislação partidária prevê expressamente a possibilidade de compra ou locação de bens móveis e imóveis para atividades partidárias.
Entretanto, isso não significa que um partido possa utilizar dinheiro público para pagar qualquer despesa pessoal de um dirigente ou filiado. O próprio TSE estabelece que despesas com imóveis precisam ser comprovadas por contrato, recibos ou boletos, comprovante bancário e registro detalhado no sistema de prestação de contas. A Corte também já determinou ressarcimento ao erário em casos nos quais partidos não comprovaram a vinculação de despesas imobiliárias às atividades partidárias.
Segundo o TSE, o PL recebeu, em 2025, R$ 192,15 milhões em dotação orçamentária do Fundo Partidário, além de R$ 16,49 milhões referentes a multas.
TCU foi acionado
A suspeita já chegou aos órgãos de controle. Em setembro de 2025, parlamentares do PSOL acionaram o Tribunal de Contas da União para pedir investigação sobre a utilização de recursos do PL no pagamento do aluguel da residência de Bolsonaro. A representação questionou justamente a possibilidade de utilização de dinheiro do Fundo Partidário para uma despesa considerada pessoal.
O valor de R$ 12 mil mensais foi divulgado quando Bolsonaro alugou a primeira casa no condomínio, em 2023. A VEJA informou que o contrato daquela residência foi feito em nome do próprio Bolsonaro e tinha duração de 30 meses.




