Magui Guimarães é uma estudiosa do comportamento humano e identifica alguns pensamentos que são recorrentes na hora de comer: esta é uma forma de sentir prazer ou a comida me faz esquecer das insatisfações. Ao tomar consciência desses pensamentos a pessoa pode, através da PNL (Programação Neurolinguística), substituí-los por pensamento que julgue mais apropriados, como por exemplo: a comida é uma fonte de energia, sou feliz e como para me alimentar. E assim pode adotar uma postura mais saudável em relação à alimentação. A melhor dica, segundo ela, é de que mais importante que escolher a comida que se vai comer é escolher o pensamento que se deve ter diante do prato.
J.L: O que devemos pensar antes de nos alimentar?
M.G: A ação compulsiva acontece porque a mente está condicionada a sentir o prazer na língua antes do alimento chegar à boca. Se houver um desvio imediato do olhar a mente deixa de receber os estímulos visuais que irão disparar as glândulas sub-linguais. Junto com o desvio da visão é recomendável fazer a visualização do resultado da ação em deixar o alimento no prato: a visão do corpo esbelto pode gerar um prazer consigo mesmo que pode substituir o prazer meramente gustativo.
Devemos pensar no resultado da ingestão do alimento no nosso corpo. Quando se olha um bolo de chocolate deve-se imediatamente perguntar: em que este alimento vai se transformar em meu organismo? Ouvindo com atenção a resposta, com o tempo, ficaremos mais seletivos.
J.L: O que fazer para dominar a vontade de comer?
M.G: A vontade de comer é um processo natural e muito saudável. A questão é a gula, que pode ser fruto de um processo compensatório. Quando a fome for apenas psicológica é recomendável refletir sobre a carência propriamente dita pela qual se está buscando alívio. A pessoa deve se perguntar se a comida vai resolver o problema na sua raiz. Provavelmente irá agravar. Estes questionamentos enfraquecem a vontade de comer.
J.L: Quais são as posturas saudáveis para a alimentação?
M.G: As regras são as recomendadas pelos nutricionistas tais como alimentar-se a cada três horas. Outra regra é mastigar cada alimento no mínimo trinta vezes. Assim, o cérebro mandará mais cedo a mensagem de saciedade. O ideal é ter consciência do benefício que cada alimento saudável irá proporcionar. Saber o efeito em termos de energia e disposição nos faz mais disciplinados em comer frutas, legumes e verduras.
J.L: Você tratou de algum caso bem sucedido relacionado a alimentação?
M.G: Tive um aluno que chegou com 103 quilos e hoje está comemorando a conquista dos seus 80 quilos, em um período de 14 meses, sem fazer uso de remédios, com a prática regular de exercícios e com a programação neurolinguística.




