Estado vai receber R$ 3,4 milhões para construir UPAs nos municípios de Cruzeiro e Francisco Morato. Até 300 mil pessoas serão beneficiadas com serviços de assistência 24h
O Ministério da Saúde liberou recursos para a construção de mais duas Unidades de Pronto Atendimento (UPA) nos municípios de Cruzeiro e Francisco Morato em São Paulo. O governo federal vai investir R$ 3,4 milhões em obras e compra de equipamentos e, após a inauguração, mais R$ 275 mil no custeio mensal das atividades. Os novos serviços vão oferecer assistência de urgência e emergência 24h por dia, o que vai ajudar a desafogar os prontos-socorros dos hospitais locais, reduzindo filas. É a segunda vez neste mês que o Ministério libera recursos para construção de unidades no estado. No início de março, foi autorizada verba para construção de dez UPAs em São Paulo.
Juntos, os serviços vão atender até 300 mil pessoas. As UPAs são divididas em três portes, conforme a capacidade de atendimento. Cruzeiro ganhará o serviço do tipo I, com capacidade de até 8 leitos e atendimento de 150 pacientes por dia. A UPA em Francisco Mortato será do tipo II, com capacidade de até 12 leitos e atendimento de 300 pacientes por dia. Até o momento, o Ministério da Saúde liberou recursos para a construção de 99 UPAs em São Paulo, um investimento de R$ 181,8 milhões em 2009 e 2010. Em todo o país, foram autorizadas 336 Unidades de Pronto Atendimento. O governo federal liberou R$ R$ 667,8 milhões para obras e compra de equipamentos. A previsão é chegar a 500 unidades até 2010. O andamento das obras é de responsabilidade dos municípios.
ATENDIMENTO – As Unidades de Pronto Atendimento oferecem serviço de Raio X, laboratório para exames, aparelho de eletrocardiograma e atendimento pediátrico. Nelas, a população poderá resolver problemas como pressão alta, febre, cortes, queimaduras, alguns traumas e receber o primeiro atendimento para infarto ou Acidente Vascular Cerebral (AVC), entre outras enfermidades. Quando o paciente chega à unidade, os médicos prestam socorro, controlam o problema e detalham o diagnóstico. Eles analisam se é necessário encaminhar o paciente a um hospital ou mantê-lo em observação por até 24h.
O projeto UPA 24h é uma iniciativa do Ministério da Saúde para reorganizar o fluxo de atendimento na rede pública, com o objetivo de melhorar a assistência oferecida à população. As unidades estão integradas à rede do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192), à rede básica de saúde e à Estratégia Saúde da Família. Criada em 2002, a proposta integra a Política Nacional de Atenção às Urgências e Emergências e baseou-se em experiências de sucesso em cidades como Campinas (SP), Curitiba (PR), Belo Horizonte (MG) e Rio de Janeiro (RJ).
REDUÇÃO DE FILAS – A experiência do estado do Rio de Janeiro, que possui 26 UPAs em funcionamento, demonstra a eficiência desses serviços no atendimento de urgência e emergência, resolvendo grande parte dos problemas sem necessidade de encaminhar o paciente para o hospital. Levantamento feito em 22 unidades, apontou que, de maio de 2007, quando foi inaugurada a primeira unidade da rede (no bairro Maré da cidade), até 22 de dezembro de 2009, 3.699.290 de pacientes foram atendidos. Desse total, apenas 21.632 (0,58%) precisaram ser removidos para hospitais. Isso significa que 99,42% dos casos foram solucionados nas próprias UPAs.
As cidades interessadas em construir unidades devem ter o serviço de SAMU 192 habilitado ou estar em processo de aprovação do projeto. Entre os requisitos está o compromisso de atingir, no mínimo, 50% de cobertura da Estratégia Saúde da Família na abrangência de cada UPA, no prazo máximo de dois anos.




