Presidente denuncia adição ilegal de 800 mil títulos no sistema privado da empresa Thomas Greg & Sons; candidato de extrema-direita lidera apuração parcial

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O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, contestou duramente o resultado preliminar do primeiro turno das eleições presidenciais e denunciou uma grave fraude no processo de apuração. Em publicação nas redes sociais, o mandatário declarou que não reconhece os números da contagem inicial divulgados pela Registraduría Nacional, que colocaram o candidato da extrema-direita, o advogado Abelardo de la Espriella, na liderança com 43% dos votos. De acordo com o chefe de Estado, houve manipulação criminosa nos algoritmos do software eleitoral nos dias que antecederam o pleito para inflar a votação e favorecer os interesses das oligarquias.
“Não aceito os resultados da contagem provisória da firma privada dos irmãos Bautista. Os algoritmos deveriam estar inalterados, mas foram modificados três vezes na última semana, agregando 800 mil cédulas de pessoas que sequer existem no censo oficial apresentado”, disparou Gustavo Petro.
O presidente alertou para a existência de um “censo paralelo” manipulado pela empresa Thomas Greg & Sons — de propriedade dos irmãos Felipe, Camilo e Fernando Bautista —, corporação que acumula históricos de atritos com o governo e controle de contratos estratégicos de identificação.
Com 99% das urnas apuradas, a contagem preliminar aponta Abelardo de la Espriella na frente, seguido pelo candidato das forças progressistas e da coalizão governista Pacto Histórico, o senador Iván Cepeda, que obteve 41%. O resultado provisório chocou o país e contrariou as pesquisas de opinião que apontavam Cepeda como franco favorito. Diante do cenário de forte suspeita de manipulação e sabotagem das elites contra a esquerda, o próprio Cepeda recusou o resultado preliminar, apontando votações atípicas em centenas de seções e exigindo uma auditoria rigorosa de todas as atas pelas comissões escrutadoras oficiais.
“O chamado boletim de transmissão informativa não tem força vinculante e não possui validade jurídica. Os únicos resultados legais que o governo aceitará são os emitidos pelas comissões escrutadoras coordenadas diretamente pelos juízes da República”, asseverou Gustavo Petro. Analistas apontam que a ingerência de grandes conglomerados privados de tecnologia no sistema de votação é uma ameaça direta à democracia e à soberania popular na América Latina. As autoridades eleitorais colombianas ainda não emitiram uma resposta oficial sobre o escândalo técnico que põe sob xeque a disputa, cuja definição em segundo turno está agendada para o dia 21 de junho.
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, contestou duramente o resultado preliminar do primeiro turno das eleições presidenciais e denunciou uma grave fraude no processo de apuração. Em publicação nas redes sociais, o mandatário declarou que não reconhece os números da contagem inicial divulgados pela Registraduría Nacional, que colocaram o candidato da extrema-direita, o advogado Abelardo de la Espriella, na liderança com 43% dos votos. De acordo com o chefe de Estado, houve manipulação criminosa nos algoritmos do software eleitoral nos dias que antecederam o pleito para inflar a votação e favorecer os interesses das oligarquias.
“Não aceito os resultados da contagem provisória da firma privada dos irmãos Bautista. Os algoritmos deveriam estar inalterados, mas foram modificados três vezes na última semana, agregando 800 mil cédulas de pessoas que sequer existem no censo oficial apresentado”, disparou Gustavo Petro.
O presidente alertou para a existência de um “censo paralelo” manipulado pela empresa Thomas Greg & Sons — de propriedade dos irmãos Felipe, Camilo e Fernando Bautista —, corporação que acumula históricos de atritos com o governo e controle de contratos estratégicos de identificação.
Com 99% das urnas apuradas, a contagem preliminar aponta Abelardo de la Espriella na frente, seguido pelo candidato das forças progressistas e da coalizão governista Pacto Histórico, o senador Iván Cepeda, que obteve 41%. O resultado provisório chocou o país e contrariou as pesquisas de opinião que apontavam Cepeda como franco favorito. Diante do cenário de forte suspeita de manipulação e sabotagem das elites contra a esquerda, o próprio Cepeda recusou o resultado preliminar, apontando votações atípicas em centenas de seções e exigindo uma auditoria rigorosa de todas as atas pelas comissões escrutadoras oficiais.
“O chamado boletim de transmissão informativa não tem força vinculante e não possui validade jurídica. Os únicos resultados legais que o governo aceitará são os emitidos pelas comissões escrutadoras coordenadas diretamente pelos juízes da República”, asseverou Gustavo Petro. Analistas apontam que a ingerência de grandes conglomerados privados de tecnologia no sistema de votação é uma ameaça direta à democracia e à soberania popular na América Latina. As autoridades eleitorais colombianas ainda não emitiram uma resposta oficial sobre o escândalo técnico que põe sob xeque a disputa, cuja definição em segundo turno está agendada para o dia 21 de junho




