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Epidemiologista alerta sobre Zika Vírus “prima da dengue”

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Andre Ribas frisou que objetivo é esclarecer hospitais sobre zika vírus (Foto: Luiz Granzotto / Prefeitura)
Andre Ribas frisou que objetivo é esclarecer hospitais
sobre zika vírus (Foto: Luiz Granzotto / Prefeitura)

Um informe sobre o zika vírus, doença conhecida popularmente como “prima da dengue”, foi enviado dia 19 aos hospitais e postos de saúde de Campinas, pelo Departamento de Vigilância em Saúde (Devisa). Segundo o médico epidemiologista André Ribas, não há confirmação do vírus no estado de São Paulo e a medida visa orientação.
“A partir do momento em que o Ministério da Saúde confirmou os casos [oito em Camaçari, na Bahia, e oito no Rio Grande do Norte], houve muitas dúvidas por parte dos profissionais de saúde sobre o que fazer nesta situação. O objetivo é explicar a real dimensão do problema”, falou o coordenador do programa de controle de arboviroses da cidade. Segundo ele, o material será enviado às unidades públicas e particulares, incluindo profissionais do setor.

‘Doença nova’
De acordo com o médico, o informe do Devisa é um recurso para orientar os profissionais sobre quais procedimentos devem adotar. Por enquanto, há poucos detalhes da enfermidade, considerada “relativamente nova”, na literatura médica.
“É uma doença emergente e até agora houve epidemia apenas na Polinésia, no fim de 2013, com pouco mais de 100 casos, alguns graves. Há lacunas que o conhecimento não está totalmente formado”, avaliou o epidemiologista.
A transmissão do vírus se dá por meio da picada do mosquito Aedes aegypti – vetor também responsável pela dengue.

Vírus no Brasil
Os casos registrados no Brasil foram confirmados há cinco dias pelo ministro da Saúde, Arthur Chioro. Ele disse que 1,5 mil casos suspeitos são apurados, a maioria no Nordeste, mas alegou não ter preocupação. “Requer muito pouco acesso dos pacientes ao prontos-socorros e serviços médicos. A nossa preocupação é com a dengue, porque dengue mata.”
Em meio à segunda maior epidemia de dengue na história, Campinas teve 32.623 moradores infectados pelo vírus, além de sete mortes. Por enquanto, não houve registro na literatura médica de óbitos causados por complicações do zika vírus. “A população deve se preocupar apenas com as medidas de combate ao mosquito, não há preocupação”, falou Ribas.

Zika x dengue
Sobre os sintomas, o coordenador do programa de controle de arboviroses explicou que pacientes infectados pelo zika vírus apresentam febre branda, olhos vermelhos (hiperemia conjuntival), erupção cutânea e dores musculares. Contudo, ao contrário da dengue, eles não precisam receber hidratação. “Na dúvida, as unidades de saúde devem tratar os casos suspeitos como dengue, que exige um tratamento mais rigoroso. O cuidado está garantido.”
Segundo o Ministério da Saúde, os sintomas podem durar até sete dias. “Segundo estudos, apenas 18% das pessoas apresentarão manifestações clínicas da doença”, informa texto.

História
O zika vírus foi isolado pela primeira vez em 1947 a partir de amostras em macacos Rhesus na floresta Zika, em Uganda. Ele é endêmico no leste e oeste africanos e, no continente americano, foi identificado na Ilha de Páscoa, território chileno, em 2014.

O tratamento é baseado no uso de paracetamol para febre e dor, segundo o Ministério da Saúde. Não há registros de óbitos causados pela doença e não há vacinas contra ela. As medidas de prevenção são semelhantes às da dengue e da chikungunya.

Fonte: G1

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