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Gaspar recua e versão sobre “pressão” de Moraes perde força

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Admissão altera narrativa no caso Banco Master e expõe disputa interna no BC

A jornalista Malu Gaspar reviu parte do que publicou sobre o ministro Alexandre de Moraes no caso Banco Master. No texto divulgado nesta segunda-feira (29), no jornal O Globo, ela admite que não houve “pressão” direta do ministro do Supremo Tribunal Federal sobre o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, diferente do que apresentara em 22 de dezembro, quando afirmava que Moraes teria procurado o dirigente ao menos quatro vezes em favor do Master.

Gaspar agora descreve o contato como um pedido em contexto anterior à descoberta das fraudes, seguido de recuo do ministro ao ser informado sobre irregularidades. Foto Marcelo Camargo/Agencia Brasil

A mudança ocorre em meio ao avanço das apurações sobre a liquidação do banco e às negativas públicas de Moraes e Galípolo, que relatam tratar apenas de conversas sobre sanções aplicadas ao ministro e à advogada Viviane Barci de Moraes pela Lei Magnitsky. Gaspar agora descreve o contato como um pedido em contexto anterior à descoberta das fraudes, seguido de recuo do ministro ao ser informado sobre irregularidades.

O caso ganhou nova camada com a acareação marcada pelo ministro Dias Toffoli para esta terça-feira (30) entre Daniel Vorcaro, controlador do Master, e representantes do Banco Central, como Ailton de Aquino e Paulo Henrique Costa. A jornalista afirma que esse movimento seria parte de estratégia de defesa do banco para reverter a liquidação e buscar ressarcimento, tese que envolve questionamentos internos e externos à atuação do BC.

A disputa também alcança cargos estratégicos na autarquia. Gaspar descreve divergências entre áreas técnicas durante o processo de liquidação, contrapondo o então diretor de Organização do Sistema Financeiro e de Resolução, Renato Dias de Brito Gomes, e o diretor de Fiscalização, Ailton de Aquino. Segundo a jornalista, Gomes identificou fraudes em operações consignadas que respaldaram repasses do BRB ao Master e defendia intervenção imediata; Aquino teria buscado alternativas para manter o banco funcionando.

Renato Gomes, próximo do ex-presidente do BC Roberto Campos Neto, encerra o mandato nesta quarta-feira (31) e circula em especulações sobre possível ida ao setor privado após quarentena, enquanto o processo de liquidação segue com responsabilidades distribuídas entre toda a diretoria colegiada. Malu Gaspar, no novo artigo, confirma que a decisão foi unânime, incluindo o voto de Galípolo, e admite não haver base concreta para rumores de reversão imediata da medida.

Banco Central
Levantamentos do BC mostram que, entre 2022 e 2024, ao menos quatro processos de liquidação envolveram debates internos sobre responsabilidade de diretores e eventuais conflitos de interesse. Organizações do sistema financeiro relatam que a disputa por carteiras de crédito consignado movimentou cerca de R$ 40 bilhões no período, com operações concentradas entre BRB, BTG Pactual e bancos médios. Especialistas em compliance apontam que contratos de honorários entre escritórios jurídicos e instituições financeiras são regidos por normas do Banco Central e devem ser declarados em cadastros internos de governança, sujeitos a análise de eventuais impactos regulatórios.

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