Ataque atinge núcleo próximo da liderança do grupo e amplia tensão regional no Líbano

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O Exército de Israel anunciou nesta quinta-feira (9) que matou Ali Yusuf Harshi, apontado como sobrinho e secretário pessoal de Naim Qassem, chefe do Hezbollah. A ação ocorreu na quarta-feira (8), durante um bombardeio em Beirute, capital do Líbano. Segundo os militares, Harshi era considerado peça-chave na estrutura interna do grupo, atuando diretamente na gestão e segurança do gabinete do líder.
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Em nota oficial, as Forças de Defesa de Israel afirmaram: “As FDI atacaram a área de Beirute e eliminaram Ali Yusuf Harshi, secretário pessoal e sobrinho do secretário-geral do Hezbollah, Naim Qassem”. O comunicado também aponta que ele era “um colaborador próximo e assessor pessoal”, com papel central na articulação estratégica da organização.
Até a última atualização, o Hezbollah não havia confirmado a morte. O silêncio do grupo ocorre em meio a uma escalada de ataques na região, com novos bombardeios realizados por Israel ainda na madrugada desta quinta-feira (9), mirando rotas logísticas e estruturas consideradas essenciais.
Escalada militar e alvos estratégicos
Os militares israelenses informaram que os ataques recentes atingiram duas passagens consideradas estratégicas para o transporte de armamentos, além de cerca de dez depósitos de armas e centros de comando no sul do Líbano. A ofensiva amplia a pressão sobre a estrutura operacional do Hezbollah, que mantém forte presença militar e política no país.
Analistas internacionais apontam que a ofensiva contra integrantes próximos da liderança pode indicar uma mudança de estratégia, com foco em desarticular a cadeia de comando do grupo. A ação também ocorre em um momento de tensão ampliada no Oriente Médio, com risco de escalada regional envolvendo diferentes atores estatais e não estatais.




