Fotógrafo Ricardo Stuckert deixa cargo na Presidência para comandar comunicação digital da campanha; assessores de imprensa também serão deslocados para a equipe eleitoral
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) iniciou nesta segunda-feira (6) uma reorganização na equipe do Palácio do Planalto com foco na campanha pela reeleição. As mudanças envolvem profissionais da comunicação da Presidência da República que passarão a atuar diretamente na estrutura eleitoral do petista.
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A principal alteração é a saída de Ricardo Stuckert da Secretaria de Produção e Divulgação de Conteúdo Audiovisual da Presidência. Fotógrafo de confiança de Lula há mais de duas décadas, Stuckert passa a integrar a coordenação da estratégia de comunicação nas redes sociais da campanha, ao lado de Nicole Briones, responsável pela área digital do Partido dos Trabalhadores.
Outras mudanças também atingirão a Secretaria de Imprensa da Secretaria de Comunicação Social (Secom). Os assessores Raquel Sepúlveda, Gustavo Couto e Gilberto Santos deixarão suas funções no governo para reforçar a equipe responsável pelo relacionamento com a imprensa durante o período eleitoral.
A reorganização ocorre após o presidente ampliar a agenda de viagens e compromissos pelo país nas últimas semanas, com participação em inaugurações, anúncios de investimentos e entrega de obras federais. Com o início das restrições previstas pela legislação eleitoral, a expectativa é que parte da rotina do presidente seja direcionada ao planejamento estratégico da campanha.
O calendário eleitoral prevê que, durante o período de defeso, ficam limitadas ações institucionais de publicidade e eventos oficiais de divulgação de programas governamentais, medida destinada a preservar a igualdade de condições entre os candidatos.
A propaganda eleitoral será autorizada oficialmente a partir de 16 de agosto. Desde essa data, candidatos e partidos poderão realizar campanhas nas ruas e em plataformas digitais, apresentando propostas, programas de governo e material de divulgação aos eleitores.
Nos bastidores políticos, a reformulação da equipe de comunicação é interpretada como um movimento para fortalecer a presença digital da campanha petista, considerada uma das principais frentes da disputa eleitoral. Integrantes da estratégia avaliam que o ambiente das redes sociais deverá concentrar parte significativa do debate público durante o período de campanha, exigindo atuação permanente na produção de conteúdo e no relacionamento com a imprensa.




