Proposta em estudo mira ajuste fiscal bilionário com impacto direto em aposentadorias, saúde e educação

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A equipe econômica associada ao pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) estuda um pacote de medidas fiscais que inclui o congelamento do ganho real de aposentadorias e benefícios sociais, além de mudanças nas regras de financiamento de saúde e educação. Segundo informações publicadas pela Folha de S.Paulo, o plano prevê que esses gastos passem a ser corrigidos apenas pela inflação, sem aumentos acima do índice.
Impacto fiscal e custo social
Entre os principais pontos está a desvinculação dos pisos constitucionais de saúde e educação das receitas da União. Atualmente, a Constituição estabelece aplicação mínima de 15% da receita corrente líquida em saúde e 18% da receita de impostos em educação. Com a mudança, esses valores passariam a seguir apenas a inflação.
No campo social, a proposta inclui alterações na Previdência e no Benefício de Prestação Continuada (BPC), que atende idosos e pessoas com deficiência de baixa renda. A ideia é encerrar a política de valorização real do salário mínimo nesses benefícios, mantendo apenas a reposição inflacionária.
Estratégia política e bastidores
Apesar do impacto potencial, o plano ainda não foi apresentado publicamente. A avaliação interna é de que a divulgação poderia provocar reação negativa, especialmente em contexto eleitoral. Aliados do senador evitam detalhar as propostas enquanto pesquisas indicam cenário competitivo com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Em declarações anteriores, Flávio Bolsonaro já sinalizou uma agenda econômica de forte ajuste fiscal, incluindo redução de gastos e privatizações. O coordenador de sua pré-campanha, Rogério Marinho (PL-RN), também defendeu revisões em reformas estruturais.




