Líder do governo afirma que Congresso precisa instalar a CPI para investigar envolvimento de parlamentares e o Banco Master

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O líder do governo na Câmara, Paulo Pimenta [PT-RS], defendeu a instalação de Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) na Câmara e no Senado para investigar o caso envolvendo o Banco Master.
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Em entrevista ao jornal Valor Econômico, Pimenta afirmou que o Congresso Nacional precisa demonstrar à sociedade que não houve um “grande acordão” político para impedir investigações relacionadas à instituição financeira. Segundo o deputado, a instalação das CPIs serviria para ampliar a transparência sobre o caso e reduzir suspeitas envolvendo setores do Legislativo e do sistema político.
“Temos que fazer gestos para mostrar para o Brasil que não houve um grande acordão para abafar a investigação do Banco Master”, declarou.
O parlamentar também afirmou que os presidentes do Senado e da Câmara, Davi Alcolumbre [União-AP] e Hugo Motta [Republicanos-PB], deveriam conduzir a abertura das investigações parlamentares.
As declarações ocorrem em meio ao avanço de investigações e denúncias envolvendo relações políticas do Banco Master com integrantes de diferentes grupos partidários, o Centrão e setores da oposição. O caso ganhou repercussão após revelações sobre reuniões reservadas entre o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador da instituição financeira, e integrantes do congresso nacional.
Pimenta negou qualquer envolvimento do PT no caso e afirmou que o governo pretende justamente afastar suspeitas de interferência política nas investigações. “Nós queremos mostrar para o Brasil que o Messias não é o preço cobrado para não investigar o banco”, declarou.
Além da crise envolvendo o Supremo, Pimenta indicou que o governo pretende concentrar esforços em pautas econômicas e trabalhistas no Congresso, incluindo projetos sobre minerais críticos, combustíveis e o fim da escala 6×1.
Ao comentar a proposta de redução da jornada de trabalho, o deputado afirmou que o país precisa discutir mudanças estruturais nas relações trabalhistas. “A patroa tem que se acostumar a que não vai ter empregada no sábado”, disse, ao rejeitar uma transição longa para o fim da escala 6×1.




