Investigação aponta emissão irregular de cartões bancários e movimentações fraudulentas em contas de cerca de 30 correntistas

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A Polícia Federal deflagrou na manhã desta terça-feira uma operação para desarticular um esquema de fraudes bancárias envolvendo contas da Caixa Econômica Federal no estado de São Paulo. Segundo a investigação, o grupo criminoso teria causado prejuízo superior a R$ 2 milhões e atingido aproximadamente 30 correntistas.
Ao todo, foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão nas cidades de Campinas, São Paulo, Franco da Rocha e Santo André.
As investigações tiveram início em dezembro de 2025 após a própria Caixa comunicar à Polícia Federal a existência de movimentações consideradas suspeitas em contas de clientes. Entre os indícios identificados estavam emissões irregulares de cartões bancários, cancelamentos indevidos e transações financeiras não autorizadas.
Segundo a PF, o esquema funcionava a partir do cancelamento dos cartões originais dos correntistas sem autorização dos titulares. Em seguida, eram emitidas segundas vias dos cartões, que posteriormente eram desbloqueadas e utilizadas para saques, compras e transferências fraudulentas.
A apuração aponta o possível envolvimento de uma ex-funcionária terceirizada ligada à instituição financeira. De acordo com os investigadores, ela teria participado do processo de desbloqueio dos cartões utilizados nas fraudes, permitindo acesso às contas das vítimas sem que os correntistas percebessem imediatamente a movimentação criminosa.
Vulnerabilidade em serviços terceirizados entra no foco da investigação
A investigação também levanta questionamentos sobre os mecanismos internos de controle e segurança em operações terceirizadas ligadas ao sistema bancário. Investigadores apuram se houve falhas de fiscalização, acesso indevido a sistemas internos e participação de outros funcionários ou colaboradores externos no esquema.
Nos bastidores da apuração, a PF trabalha com a hipótese de atuação estruturada de organização especializada em fraudes financeiras eletrônicas, com divisão de tarefas entre operadores de dados, responsáveis por emissão de cartões e executores das movimentações bancárias.
Os mandados cumpridos nesta terça buscam apreender celulares, computadores, documentos e dispositivos eletrônicos capazes de revelar a dimensão da fraude e identificar outros integrantes do grupo.
A Polícia Federal informou que as investigações continuam e que novas medidas judiciais poderão ser adotadas nas próximas fases da operação. Até o momento, os nomes dos investigados não foram divulgados oficialmente.




