Nova fase da Operação Sem Desconto mira fraude de descontos indevidos em aposentados do INSS

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Ação conjunta da Polícia Federal e CGU cumpre 31 mandados de busca e apreensão; investigados ligados a três entidades são alvos de medidas cautelares expedidas pelo STF

Ao todo, os agentes federais estão cumprindo 31 mandados de busca e apreensão. Foto Polícia Federal

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A Polícia Federal (PF), em ação conjunta com a Controladoria-Geral da União (CGU), deflagrou nesta quarta-feira (27) uma nova fase da Operação Sem Desconto. A investigação apura um esquema de descontos indevidos e não autorizados nas folhas de pagamento de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

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Nesta etapa, o foco das autoridades está em pessoas ligadas a três entidades específicas do setor:

  • Amar/Masterprev
  • Abapen
  • Unibap

As medidas judiciais foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), diante dos indícios de fraude generalizada e prejuízo financeiro causado a milhares de beneficiários da Previdência Social em todo o país.

Mandados e monitoramento eletrônico

Ao todo, os agentes federais estão cumprindo 31 mandados de busca e apreensão. Além das buscas, o STF determinou a aplicação de oito medidas cautelares de monitoramento eletrônico (uso de tornozeleira eletrônica) contra alvos estratégicos da investigação, além de outras restrições patrimoniais e financeiras.

A operação está sendo realizada de forma simultânea em quatro unidades da federação:

  • Pernambuco
  • São Paulo
  • Paraíba
  • Distrito Federal

O objetivo das apreensões é coletar provas documentais, dispositivos eletrônicos e mídias digitais que ajudem a rastrear o fluxo financeiro dos valores retidos ilegalmente e a identificar outros integrantes do esquema.

Entenda o caso

A Operação Sem Desconto investiga o chamado “desconto associativo” fraudulento. Associações e entidades de classe efetuam cobranças mensais diretamente do benefício previdenciário de idosos e pensionistas sem que estes tenham assinado qualquer termo de filiação ou autorização prévia.

Geralmente, os valores são baixos por benefício para evitar que a vítima perceba a perda de imediato, mas o volume acumulado gera faturamento de milhões de reais para as organizações investigadas.

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