ogadores divulgam carta aberta relatando atraso nos vencimentos; torcida protesta contra dirigentes durante empate sem gols com o Botafogo-SP pela Série B

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A crise vivida pela Associação Atlética Ponte Preta ganhou novos capítulos na noite desta segunda-feira (1º), dentro e fora de campo. Em partida válida pela Série B do Campeonato Brasileiro, a Macaca empatou por 0 a 0 com o Botafogo Futebol Clube, no Estádio Moisés Lucarelli, em Campinas. O resultado manteve a equipe na vice-lanterna da competição, com apenas oito pontos conquistados.
Mesmo atuando com um jogador a menos desde o primeiro tempo, após a expulsão de Diego Tavares, a Ponte conseguiu segurar o empate. O time foi comandado interinamente por Edson Boaro, já que a diretoria ainda não definiu o substituto do técnico Rodrigo Santana.
Mas o principal assunto da noite ocorreu antes mesmo de a bola rolar. Em uma carta aberta divulgada à torcida e à imprensa, os jogadores denunciaram atrasos salariais e afirmaram que parte do elenco ainda não recebeu nenhum salário em 2026.
No documento, os atletas relatam que a diretoria havia prometido regularizar os pagamentos na semana anterior, mas teria realizado apenas depósitos parciais para alguns funcionários. Apesar da situação financeira, o grupo confirmou que entraria em campo em respeito à história do clube e aos torcedores.
“Seguimos honrando nossa profissão e defendendo esta camisa, mas esperamos que os compromissos assumidos pela diretoria também sejam cumpridos”, afirma trecho da manifestação.
TORCIDA VOLTA A COBRAR DIRIGENTES
A insatisfação também tomou conta das arquibancadas do Majestoso. Desde o início da partida, torcedores protestaram contra a atual administração do clube. Os principais alvos foram o presidente Luiz Alves Torrano, o vice-presidente Marco Antonio Eberlin e o presidente do Conselho Deliberativo, José Armando Abdalla.
Faixas com críticas à diretoria e cobranças por mudanças na condução do clube foram exibidas pelos torcedores. Parte do material acabou recolhida pela Polícia Militar ainda durante o primeiro tempo da partida.
A combinação entre a má campanha na Série B, a troca recente de treinador, os atrasos salariais e a crescente pressão da torcida amplia o cenário de instabilidade política e financeira dentro da Ponte Preta.
Com apenas oito pontos e sem vencer há cinco rodadas, a equipe campineira segue na zona de rebaixamento e vê aumentar a distância para os concorrentes diretos na luta contra a queda.
A Ponte Preta volta a campo no próximo dia 9 de junho, às 19h, novamente no Estádio Moisés Lucarelli, quando enfrentará o Cuiabá Esporte Clube pela sequência da Série B. O confronto poderá representar um momento decisivo tanto para a recuperação esportiva quanto para a tentativa de reduzir a tensão que atualmente envolve o clube dentro e fora das quatro linhas.




