EUA propõem tarifa extra de 12,5% em mais de 60 países, incluindo o Brasil em nova disputa comercial

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Medida anunciada pelo Escritório de Comércio dos Estados Unidos atinge 60 países e é justificada por supostas falhas no combate ao trabalho forçado nas cadeias produtivas

A medida integra a estratégia do governo do presidente Donald Trump para restabelecer tarifas de emergência que haviam sido anuladas pela Suprema Corte dos Estados Unidos em fevereiro deste ano. Foto WhiteHouse/Fotos Publicas

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O Escritório de Comércio dos Estados Unidos (USTR) anunciou a proposta de aplicação de tarifas adicionais de 10% e 12,5% sobre importações provenientes de 60 países, incluindo o Brasil. A justificativa apresentada pelo governo norte-americano é a suposta insuficiência de ações para combater o comércio de produtos fabricados com trabalho forçado, prática que, segundo o órgão, gera distorções e restrições ao comércio dos Estados Unidos.

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ECONOMIA INTERNACIONAL

A iniciativa está baseada em investigações conduzidas sob a Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos de 1974, mecanismo que permite ao governo americano investigar e adotar medidas de retaliação contra países considerados responsáveis por práticas comerciais desleais ou prejudiciais aos interesses econômicos norte-americanos. A medida integra a estratégia do governo do presidente Donald Trump para restabelecer tarifas de emergência que haviam sido anuladas pela Suprema Corte dos Estados Unidos em fevereiro deste ano.

De acordo com o USTR, países como:

  • Canadá
  • Equador
  • Indonésia
  • México
  • Paquistão
  • Argentina
  • Bangladesh
  • Camboja
  • El Salvador
  • Guatemala
  • Malásia
  • Taiwan
  • Reino Unido
  • União Europeia
  • Brasil

Poderão ser alvo de uma tarifa adicional de 10%. Já o Brasil foi incluído em um grupo de 45 países para os quais o órgão propõe uma sobretaxa de 12,5% sobre produtos exportados para o mercado americano.

A proposta ainda não está em vigor. O USTR abriu período para recebimento de manifestações públicas sobre a medida até o dia 6 de julho. Uma audiência pública para discutir as tarifas está marcada para 7 de julho.

Caso sejam confirmadas, as novas tarifas poderão impactar setores exportadores brasileiros que dependem do mercado norte-americano, ampliando tensões comerciais e exigindo negociações diplomáticas entre Brasília e Washington. O governo brasileiro ainda não havia divulgado posicionamento oficial sobre a proposta até a publicação desta reportagem.

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