: Família afirma que paciente com fortes dores após queda não conseguiu atendimento imediato no Centro de Saúde de Sousas e precisou buscar socorro na UPA Carlos Lourenço

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Uma moradora do distrito de Sousas relatou ter tido atendimento negado no Centro de Saúde local na última terça-feira (27), após procurar a unidade com fortes dores decorrentes de uma queda sofrida em casa, supostamente causada por um episódio de queda de pressão. Segundo a família, a paciente precisou ser levada posteriormente para a UPA Carlos Lourenço devido à recusa de atendimento imediato na unidade básica, de onde mora,
De acordo com Júlio Carvalho, filho da paciente, sua mãe chegou ao Centro de Saúde de Sousas em busca de atendimento médico, mas foi informado de que havia apenas dois médicos na unidade e que os atendimentos ocorreriam somente mediante agendamento. Diante da situação e das dores apresentadas pela idosa, a família decidiu buscar atendimento emergencial na UPA Carlos Lourenço.
Ainda segundo o relato, mãe e filho chegaram à unidade por volta das 14h e o atendimento médico teria ocorrido apenas às 19h, após cerca de cinco horas de espera. A família afirma ainda que a medicação prescrita só poderia ser administrada dentro de unidade de saúde, sem possibilidade de aplicação em farmácias.
“É um descaso com a população. As unidades são mal administradas pela Prefeitura e não existe um critério claro de atendimento”, afirmou Júlio ao Jornal Local.
O caso reacende discussões sobre a estrutura da rede pública de saúde em Campinas, especialmente nas unidades básicas dos distritos. Moradores de Sousas e Joaquim Egídio frequentemente relatam dificuldades para conseguir consultas rápidas, falta de profissionais e demora no encaminhamento de pacientes para unidades de urgência.
Especialistas em saúde pública apontam que o aumento da demanda nas UPAs tem sido reflexo direto da sobrecarga e da limitação operacional em centros de saúde de bairros e distritos. Na prática, pacientes que buscam atendimento inicial nas UBS acabam sendo direcionados às unidades de pronto atendimento, ampliando filas e o tempo de espera.




