Pressão cresce no Planalto e Jaques Wagner pode deixar liderança do governo no Senado

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Senadora Teresa Leitão aparece como principal nome para substituir o líder do governo, enquanto situação de Wagner é considerada delicada no Planalto Foto Pedro França/Agencia Senado

Senador baiano se reúne com Lula nesta quarta-feira em meio ao desgaste provocado por investigação da Polícia Federal; Teresa Leitão surge como principal nome para substituí-lo

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A permanência do senador Jaques Wagner na liderança do governo no Senado entrou em um momento decisivo nesta quarta-feira. O parlamentar, que passou a ser alvo da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, deve se reunir com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para discutir sua continuidade no cargo. Nos bastidores do Palácio do Planalto, cresce a avaliação de que a situação do senador pode gerar desgaste político para o governo.

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Segundo informações divulgadas pela CNN, integrantes do governo já discutem possíveis substitutos para a liderança governista no Senado. A decisão final, entretanto, depende da conversa entre Lula e Wagner, marcada para esta quarta-feira. Antes do encontro com o presidente, o senador deve se reunir com Davi Alcolumbre.

Sucessão em discussão

Nos corredores do Congresso Nacional, a senadora Teresa Leitão aparece como a principal cotada para assumir a liderança do governo. Parlamentar de primeiro mandato, ela vem recebendo avaliações positivas de integrantes da base aliada por sua atuação na articulação política e pelo diálogo mantido com diferentes setores do Senado.

A relação de Teresa Leitão com Davi Alcolumbre é considerada um dos principais trunfos de sua eventual indicação. O governo avalia que a interlocução com a presidência da Casa será fundamental para garantir a tramitação de projetos prioritários e evitar derrotas legislativas em um cenário de maior tensão política e pré-eleitoral.

Apesar de ainda não haver definição oficial, fontes do Planalto indicam que a tendência é de mudança no comando da liderança governista. O tema, porém, é tratado com cautela devido à longa relação política e pessoal entre Lula e Jaques Wagner, um dos aliados mais próximos do presidente desde os primeiros governos petistas.

Até o momento, nem o Palácio do Planalto nem Jaques Wagner anunciaram oficialmente qualquer decisão sobre a permanência ou substituição na liderança do governo no Senado.

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