Campinas tem 22 bairros em alto risco de transmissão da dengue

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Saúde confirma 3.658 casos em 2026 e reforça ações contra o Aedes aegypti; mais de 1 milhão de imóveis já foram visitados pelas equipes

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A Secretaria de Saúde de Campinas colocou 22 bairros em situação de alto risco de transmissão da dengue no 32º Alerta Arboviroses de 2026. O documento, divulgado na última semana, considera indicadores como incidência de casos, registros de novas transmissões e necessidade de intensificação das ações de combate ao mosquito Aedes aegypti.

Entre 1º de janeiro e 3 de agosto, Campinas confirmou 3.658 casos de dengue. A classificação de risco serve para direcionar ações de fiscalização, eliminação de criadouros e orientação aos moradores, mas as medidas de prevenção devem ser mantidas em toda a cidade.

Na região Leste, estão em alto risco o Jardim Guanabara e a Vila Itapura. Na Noroeste, aparecem o Conjunto Habitacional Parque da Floresta, Jardim Florence I e II, Parque da Amizade, Núcleo Residencial Três Estrelas, Jardim Nova Esperança e Jardim Campos Elíseos.

Na região Norte, a lista inclui Jardim Rosalia, Vila Reggio, Vila San Martin, Residencial Campo Florido e Vila Olímpia. Na Sudoeste, estão Jardim Santo Antônio, Jardim Ademar de Barros, Vila Princesa e Jardim São Cristóvão.

Na região Sul, os bairros classificados são Jardim Noemia, Jardim Stela e Jardim Nova Europa. A região Suleste tem Sousas entre as áreas apontadas no alerta.

Mais de 1 milhão de imóveis vistoriados

Segundo a Secretaria de Saúde, entre 1º de janeiro e 30 de julho foram realizadas 1.043.650 visitas a imóveis para ações de controle de criadouros e atividades educativas. No mesmo período, as equipes realizaram 53.382 ações de nebulização costal.

As visitas são feitas por agentes comunitários de saúde, agentes de controle ambiental e funcionários de empresa contratada pelo município para atuar na prevenção e combate às arboviroses.

A Prefeitura orienta os moradores a verificarem a identificação dos profissionais antes de permitir a entrada nos imóveis. Saiba como identificar uniformes, crachás e telefones dos agentes da Saúde.

Drones ajudam a localizar criadouros

Na semana passada, o Grupo de Resposta Unificada (GRU) realizou uma operação com drones para localizar e eliminar possíveis criadouros do Aedes aegypti em sete imóveis.

A ação passou pela Vila Boa Vista, Vila União, Jardim Morumbi, Jardim Melina I, Parque Dom Pedro II, Jardim do Lago e Parque da Figueira.

O mosquito é transmissor não apenas da dengue, mas também da chikungunya e do zika vírus. Por isso, a Secretaria de Saúde recomenda que os moradores mantenham atenção permanente a recipientes que possam acumular água, especialmente em períodos de maior circulação do mosquito.

Como os bairros são classificados

A Secretaria de Saúde informou que o alerta não considera apenas o número absoluto de casos. Entre os critérios utilizados estão a incidência da doença, eventual identificação de novas transmissões, densidade populacional, imóveis que não puderam ser acessados pelos agentes e a necessidade de reforçar as ações de campo.

As medidas também podem atingir bairros próximos às áreas classificadas como de alto risco. A pasta ressaltou que regiões que apareciam no alerta anterior e não estão na lista atual não devem deixar de adotar os cuidados preventivos.

A orientação é eliminar qualquer recipiente com água parada e permitir o acesso dos agentes devidamente identificados durante as ações de controle.

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